Segunda-feira, 17 de junho de 2024

Relatório detalha situação gaúcha da economia e do mercado de trabalho, com base em metas da ONU

Um estudo divulgado nessa terça-feira (5) pelo governo gaúcho detalha a situação do Rio Grande do Sul em relação à temática “Trabalho decente e crescimento econômico”. A publicação dá prosseguimento a pesquisas alusivas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O relatório é assinado pelo técnicos César Conceição e Raul Bastos, do Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG). A partir dos dados disponíveis, foram avaliadas oito metas.

Dentre os 17 objetivos, o de número 8 trata da promoção do crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, bem como do emprego pleno e produtivo e do trabalho decente para todos. Embora várias das metas estabelecidas não sejam de competência dos governos locais, autoridades municipais e estaduais podem auxiliar no cumprimento dos prazos estabelecidos pelas Nações Unidas.

Os dois itens iniciais estão atrelados ao Produto Interno Bruto (PIB), indicador fortemente impactado pela estiagem no ano passado. Mais especificamente, o primeiro tem como foco “alcançar o crescimento sustentável do PIB per capita”, mostrando que esse indicador por habitante registrou variação anual negativa de 1,2% no Rio Grande do Sul durante o período de 2015 a 2022. No Brasil, essa variação anual também foi descendente: -0,6%.

Outro objeto de análise a evolução da produtividade das economias. O monitoramento foi realizado por meio da relação entre variação real do PIB e o número de pessoas ocupadas. No Rio Grande do Sul, os sete anos abrangidos pelo intervalo mostram uma taxa média de -1,1% na evolução do PIB por pessoal ocupado, enquanto a queda nacional foi de 0,4%. Além da estiagem, o período também foi marcado por pandemia e crise econômica.

Na lista de metas abordadas pelo material destacam-se, ainda, o trabalho decente para homens, mulheres, jovens e pessoas com deficiência. Complementam a relação tópicos como equidade de remuneração, erradicação do trabalho forçado, proteção aos direitos trabalhistas e promoção de ambientes de trabalho seguros.

Taxa de desocupação

Dentre os indicadores avaliados no estudo, pode-se destacar que a taxa de desocupação no Rio Grande do Sul passou de 6,2% em 2015 para 6,4% em 2022, com uma oscilação da taxa entre homens (4,9% em 2015 para 5,2% em 2022) e relativa estabilidade entre as mulheres (7,8% para 7,9% no mesmo intervalo).

Já no que se refere aos jovens, a proporção da população de 15 a 29 anos que não estudava e não estava ocupada passou de 16,1% para 15,7% no Estado durante os sete anos abrangidos pelo estudo. Enquanto isso, no Brasil o índice caiu de 22,9% para 22,3%.

Em relação à remuneração, o salário-hora médio real do total de empregados no Estado e no País teve oscilações negativas, na mesma base cronológica de comparação.

“A análise dos indicadores revelou que tanto o Brasil quanto o Rio Grande do Sul enfrentaram dificuldades no cumprimento das metas”, destaca o pesquisador César Conceição, da DEE/SPGG. “As dificuldades de crescimento econômico decorrentes da recessão econômica do País entre 2015 e 2016, somadas às restrições impostas pela pandemia em 2020 e, no caso do Estado, as estiagens, tornaram a realização das metas ainda mais desafiadoras.”

(Marcello Campos)

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