Sábado, 13 de julho de 2024

Relembre as vezes em que a Seleção Brasileira de futebol masculino não se classificou para uma Olimpíada

Em meio a críticas por um desempenho incompatível com o status de medalhista de ouro nas duas últimas Olimpíadas, a Seleção Brasileira de futebol masculino está fora dos Jogos de 2024, em Paris (França). O golpe de misericórdia a derrota de domingo (11) para a Argentina, por 1 a 0 no torneio classificatório, resultado que exclui o escrete verde e amarelo do maior evento esportivo do planeta pela quarta vez desde 1960.

Naquele ano, com os Jogos de Roma (Itália), as vagas passaram a ser decididas por meio de torneios classificatórios. Antes, no período de 1900 (segunda edição dos Jogos) a 1956, qualquer nação podia se inscrever e, mesmo assim, a “Canarinho” esteve apenas em Helsinque (Finlândia), em 1952.

Confira, a seguir, como foi o desempenho da Seleção nos Pré-Olímpicos em que fracassou: Moscou (Rússia, 1980), Barcelona (Espanha, 1992) e Atenas (Grécia, 2004).

Moscou (1980)

A Seleção foi à Colômbia disputar o torneio Pré-Olímpico sul-americano em busca de uma das duas vagas disponíveis. Sob o comando do técnico Jaime Valente, o time que tinha nomes como o zagueiro Mauro Galvão, do Internacional, o meia Dudu, do Vasco, e o atacante Anselmo, do Flamengo, não foi capaz de levar o time à Rússia para os Jogos de Moscou.

Os brasileiros terminaram em quinto lugar. Começaram a campanha com uma vitória por 2 a 1 sobre a Venezuela, mas perderam até por placares elásticos nas partidas seguintes, como na derrota por 3 a 0 diante do Peru e a goleada por 5 a 1 sofrida diante dos anfitriões colombianos.

Barcelona (1992)

Foi nessa edição dos Jogos Olímpicos que começou a regra de que somente jogadores sub-23 podem disputar a competição – o acréscimo com a permissão de três jogadores acima de 23 anos viria quatro anos depois.

No Pré-Olímpico, disputado no Paraguai, o Brasil então comandado pelo técnico Ernesto Paulo, tinha um grupo formado por muitos atletas que depois se tornariam nomes marcantes na história do futebol brasileiro.

Faziam parte da equipe atletas como o meia Marcelinho Carioca, ídolo do Corinthians, e dos laterais Cafu e Roberto Carlos, dupla pentacampeã do mundo em 2002. Havia ainda o promissor meia Dener, da Portuguesa, visto como um craque da época e morto em 1994, num acidente de carro.

A Seleção Brasileira venceu o Peru por 2 a 1 e o Paraguai por 1 a 0. Depois de perder por 2 a 0 para a Colômbia, precisava de uma vitória de pelo menos dois gols sobre a Venezuela, mas o máximo que conseguiu foi um empate por 1 a 1.

Atenas (2004)

Assim como Ernesto Paulo em 1992, Ricardo Gomes tinha ótimas opções para disputar o Pré-Olímpico, desta vez sediado no Chile, e buscar vaga na emblemática Olimpíada de Atenas.

O estrelado grupo tinha Diego e Robinho, campeões brasileiros com o Santos em 2002 e 2003, além do goleiro Gomes e do lateral-direito Maicon, campeões da Copa do Brasil de 2004 e do Brasileirão de 2003 com o Cruzeiro. Nilmar, então dando seus primeiros passos no Internacional, e Dagoberto, do Athletico-PR, também faziam parte do elenco.

Os jovens brasileiros até chegaram ao quadrangular final, iniciado com uma derrota por 1 a 0 para a Argentina, que seria a campeã olímpica na Grécia. Depois de sucumbir frente aos argentinos, venceram o Chile por 3 a 1, mas perderam por 1 a 0 para o Paraguai, por isso não conseguiram a classificação.

Curiosidades

– O futebol ganhou status olímpico nos Jogos de Paris em 1900 e fez parte de todas as edições até hoje, com exceção de Los Angeles (Estados Unidos, 1932).

– A modalidade feminina estreou na Olimpíada de Atlanta (Estados Unidos, 1996).

– Com 14 participações no futebol Olímpico, o Brasil (assim como a França) fica atrás apenas da Itália (15 edições).

– A “Canarinho” acumula duas medalhas de ouro (2016 e 2020), três pratas (1984, 1988 e 2012) e dois bronzes (1996 e 2008).

Internacional

Nos Jogos de 1984, em Los Angeles (Estados Unidos), a Seleção Brasileira teve 17 atletas convocados, dos quais 11 eram titulares do Inter de Porto Alegre, na primeira edição de uma Olimpíada em que se permitiu a participação de jogadores profissionais (antes, só amadores podiam). Condição: que não tivessem participado de Copa do Mundo.

A CBF deveria escolher os jogadores que formariam o time nacional e decidiu apostar na ideia de um time-base já atuante. Como primeira opção, o então campeão brasileiro Fluminense, mas o clube carioca recusou o convite.

A escolha recaiu então sobre o Colorado para formar a base da Seleção (com integrantes que incluíam o jovem volante Dunga), em combinação com seis atletas de outros times nacionais. Desfecho: medalha de prata inédita, ao perder a final para a França.

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