Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 27 de fevereiro de 2026
O rendimento domiciliar per capita (por pessoa) foi de R$ 2.316 por mês no Brasil em 2025, apontou nesta sexta-feira (27) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Entre as unidades da Federação, a renda variou de R$ 1.219 no Maranhão a R$ 4.538 no Distrito Federal. A divulgação considera valores nominais, ou seja, sem correção pela inflação.
O rendimento domiciliar per capita divide a renda total dos domicílios pelo número de moradores. Entram na conta recursos obtidos com o trabalho e outras fontes, como programas sociais e aposentadorias. A publicação do IBGE atende a uma lei que estabelece os critérios de divisão do FPE (Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal).
O instituto compartilha as informações com o TCU (Tribunal de Contas da União) para que os cálculos possam ser realizados todo ano. O FPE é uma fonte de recursos transferidos da União para as unidades da Federação. Nesta divulgação, o IBGE evita a comparação com anos anteriores, já que os dados não são corrigidos pela inflação.
Segundo o IBGE, o rendimento domiciliar per capita é calculado como a razão entre o total dos rendimentos domiciliares (nominais) e o total dos moradores.
“Nesse cálculo, são considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes”, informou, acrescentando que para o cálculo, todos os moradores são considerados, incluindo os classificados como pensionistas, empregados domésticos e parentes dos empregados domésticos.
Os valores são definidos levando em consideração os rendimentos brutos de trabalho e de outras fontes, efetivamente recebidos no mês de referência da pesquisa, acumulando as informações das primeiras visitas da PNAD Contínua aos domicílios, feitas no 1º, 2º, 3º, e 4º trimestres de 2025.
Segundo o IBGE, a PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar, amostral, realizada desde janeiro de 2012, “que acompanha as flutuações trimestrais e a evolução da força de trabalho, entre outras informações necessárias para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país”.
Em 2020 e 2021 os dados sofreram impacto da pandemia de covid-19 e de acordo com o IBGE, houve queda acentuada de taxas de aproveitamento da coleta, sobretudo da primeira visita ao domicílio. “As menores taxas de aproveitamento das entrevistas refletiam o contexto excepcional, ocasionado pela pandemia de covid-19 nesses anos e os procedimentos adotados para minimizar as perdas de informação que poderiam ocorrer devido à pandemia, ao isolamento social e ao acesso dos entrevistadores aos domicílios”, explicou.
Esse panorama começou a mudar a partir de 2022, quando já se observava o processo de recuperação do aproveitamento das entrevistas em curso, o que se consolidou em 2023.
“Diante desses impactos, para o cálculo do rendimento domiciliar per capita dos anos de 2020, 2021 e 2022 foi adotada a quinta visita ao domicílio, em alternativa ao padrão até então adotado (primeira visita) e temporariamente suspenso em decorrência da pandemia de covid-19.”
“A partir de 2023, com o retorno aos níveis de aproveitamento das amostras, o cálculo do rendimento domiciliar per capita volta a ter como referência o banco de primeira visita aos domicílios”, concluiu o IBGE.
O primeiro local é conhecido por abrigar servidores públicos da elite do funcionalismo, com salários mais elevados. Já o Maranhão, assim como outros estados nordestinos, historicamente enfrenta desafios socioeconômicos. Segundo a Pnad, o ano de 2025 foi marcado por resultados positivos no mercado de trabalho, apesar do cenário de juros altos no país.
A taxa de desemprego do Brasil recuou a 5,1% no trimestre até dezembro, enquanto a média anual fechou 2025 em 5,6%. Os dois resultados são os menores da série histórica da Pnad, iniciada em 2012.