Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Rio Grande do Sul obtém melhor nota de sua história em avaliação nacional sobre capacidade de pagamento

Pela primeira vez em 30 anos desde que a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) instituiu a Avaliação da Capacidade de Pagamento (Capag) pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o Rio Grande do Sul finalmente subiu de nota, passando de “D” (pior status do ranking) para “C”. O governo gaúcho avalia o fato como um passo importante na reorganização de suas finanças, após longo período de fragilidade fiscal.

A Capag tem por objetivo avaliar a situação fiscal de Estados e municípios que pretendem contratar operações de crédito com garantia da União. Tendo com conceito máximo a letra “A”, a análise realizada pela STN (vinculada ao Ministério da Fazenda) indica o nível de risco associado ao endividamento.

Diferentemente de outros indicadores fiscais, a Capag possui um caráter mais estrutural. A metodologia considera os dados dos três últimos balanços anuais publicados – nesse caso, referentes aos exercícios de 2022, 2023 e 2024 –, e não apenas informações de um período de doze meses. Isso permite uma análise mais ampla e consistente da situação fiscal do Estado ao longo do tempo.

Nesse intervalo, a avaliação foi influenciada pelos efeitos das enchentes de 2024, que impactaram negativamente os indicadores econômicos considerados no cálculo. Ainda assim, o Rio Grande do Sul conseguiu avançar de patamar e alcançar uma nota superior, o que demonstra que o processo de recuperação econômica já estava em curso e suficientemente estruturado para sustentar a melhora da avaliação fiscal, mesmo em um cenário adverso.

A nota atual ainda não incorpora os dados de 2025, que já indicam a continuidade do movimento gradual de melhora das contas públicas e do fortalecimento da recuperação econômica do Estado.

Com a palavra…

“O resultado marca uma mudança relevante de patamar e sinaliza que as medidas adotadas nos últimos anos produziram efeitos concretos”, ressaltou nessa quarta-feira (25) o chefe do Executivo, durante evento com empresários. “Ainda que os desafios permaneçam, a nova avaliação indica um avanço firme na gestão fiscal e na capacidade do Estado de equilibrar receitas, despesas e compromissos financeiros”.

Ainda segundo ele, “durante muito tempo, a nota ‘D’ refletiu de forma clara a gravidade da situação fiscal do Estado. O avanço para ‘C’ mostra que as mudanças estruturais adotadas estão surtindo efeito, ainda que o processo de ajuste siga em andamento. É um sinal positivo, que demonstra responsabilidade fiscal e aponta para um caminho de melhora contínua”.

A titular da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), Pricilla Santana, seguiu na mesma linha: “O resultado reforça que o avanço não é circunstancial, mas fruto de um processo gradual e responsável de ajuste das contas públicas. Não se trata de um ponto de chegada, mas de um passo importante em uma trajetória de melhoria. Ainda enfrentamos desafios relevantes, mas temos avançado com firmeza na organização das finanças e na construção de um cenário fiscal mais equilibrado”.

(Marcello Campos)

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