Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 20 de fevereiro de 2026
O Rio Grande do Sul encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. O índice no Estado ficou em 4%, resultado que coloca o território gaúcho entre as unidades da federação com melhor desempenho no país.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Brasil como um todo, a taxa média de desocupação em 2025 foi de 5,6%, também a menor da série histórica.
Ao todo, 19 estados e o Distrito Federal registraram as menores taxas já observadas desde 2012. O Rio Grande do Sul aparece entre os sete estados com desemprego inferior a 4%, atrás apenas de Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso do Sul (3%), Espírito Santo (3,3%) e Paraná (3,6%).
A Pnad Contínua considera pessoas com 14 anos ou mais e abrange todas as formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, incluindo trabalho temporário e por conta própria. Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa ter procurado emprego nos 30 dias anteriores à entrevista. A pesquisa visita cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
Além da queda no desemprego, o Rio Grande do Sul também apresentou desempenho positivo no rendimento médio mensal. O valor ficou em R$ 3.916, acima da média nacional de R$ 3.560, posicionando o Estado entre os que registram maiores salários no país.
Outro dado relevante é o nível de informalidade. Enquanto a taxa média brasileira foi de 38,1% em 2025, o Rio Grande do Sul registrou 31,4%, um dos menores índices do país. A informalidade envolve trabalhadores sem direitos como previdência, 13º salário, férias e seguro-desemprego.
Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, a mínima histórica da desocupação em 2025 é resultado do dinamismo do mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real da população.
O cenário coloca o Rio Grande do Sul em posição de destaque no mercado de trabalho nacional, combinando baixa taxa de desemprego, rendimento acima da média e menor proporção de trabalhadores na informalidade.