Quinta-feira, 02 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 2 de abril de 2026
Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, busca ampliar sua base de apoio e está implementando estratégias para fortalecer sua candidatura nas próximas eleições. Entre as principais movimentações, Caiado está criando uma ponte com o eleitorado evangélico e planeja ter uma mulher como vice em sua chapa.
De acordo com apuração do analista político Matheus Teixeira, Caiado nomeou o deputado federal Otoni de Paula (MDB) para aproximá-lo do segmento evangélico. O parlamentar, que já foi próximo de Jair Bolsonaro (PL), mas posteriormente se aproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez críticas ao ex-presidente, agora está filiado ao PSD e tem a missão de organizar reuniões com pastores e marcar presenças em cultos para além do estado de Goiás, reduto eleitoral de Caiado.
Estratégia para crescer nas pesquisas
“A aproximação com o eleitorado evangélico, que representa uma fatia significativa dos eleitores brasileiros, é vista como essencial para Caiado ampliar seu alcance nacional. O segmento, historicamente de perfil mais conservador e alinhado à direita, dialoga com as bandeiras defendidas pelo pré-candidato do PSD, que busca crescer nas pesquisas eleitorais onde atualmente aparece atrás dos principais nomes”, avalia Matheus.
Além da ponte com os evangélicos, outra estratégia de Caiado é incluir uma mulher como candidata a vice-presidente em sua chapa. A preferência é que esta vice seja de outro partido, ampliando assim as alianças políticas.
No entanto, segundo o analista, mesmo que não consiga atrair outro partido para sua coligação, Caiado mantém a intenção de ter uma mulher na vice, ainda que seja do próprio PSD. A dúvida que permanece é se esta representante virá do Sudeste ou do Nordeste do país.
Os aliados de Caiado reconhecem a dificuldade em ampliar alianças no primeiro turno, já que muitos partidos já estão próximos de outras candidaturas. Com estas movimentações, o pré-candidato do PSD busca fazer acenos a dois importantes segmentos do eleitorado brasileiro: os evangélicos e as mulheres, considerados fundamentais para que tenha chances de disputar o segundo turno das eleições presidenciais.