Domingo, 21 de julho de 2024

RS é o quinto Estado em maior número de empreendimentos de economia criativa

Segmento composto por atividades como cultura, tecnologia e inovação, a chamada “economia criativa” tem se expandido no Rio Grande do Sul. Um ranking divulgado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) classificou o Estado na quinta posição em maior número de empreendimentos com esse perfil: 30.987, o que representa 7,6% do setor no País.

Nos quatro primeiros lugares aparecem São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. Seguindo a tendência brasileira, o segmento de economia criativa com mais empreendimentos no RS é o de Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC), representando 21,8% do total.

Estima-se que para cada 100 empreendimentos registrados em território gaúcho, sete atuem no âmbito da economia criativa. E os números e índices podem ser ainda maiores, já que os dados avaliados pelo IBGE se referem a estatísticas publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2021.

Oficialmente, foram considerados como parte da economia criativa setores e ocupações definidos pelo Sistema de Informações e Indicadores Culturais 2007-2010 do IBGE, incluindo atividades ligadas direta e indiretamente à cultura.

Elaborado pelos pesquisadores Gabriele dos Anjos e André Coutinho Augustin, o material utiliza dados do mercado de trabalho formal disponibilizados pelo Cadastro Central de Empresas (Cempre), do IBGE, e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O documento tem por objetivo contribuir com o programa estratégico “RS Criativo” da Secretaria da Cultura (Sedac).

O material aponta que, entre 2017 e 2021, houve uma variação positiva no número de empreendimentos em todas as Unidades da Federação (UF) consideradas, com aumento de 12,1% no RS. O segmento de publicidade registrou o maior crescimento (70,3%), enquanto o de publicação, editoração e mídia sofreu a maior queda (-11,3%).

Ainda que esteja em destaque no ranking nacional, o Estado caiu uma posição em relação a 2017, ano de comparação no estudo. Mas os números são animadores. Em 2021, o Rio Grande do Sul foi o Estado com a segunda maior participação no segmento de patrimônio e culturas tradicionais (14,4%) do Brasil. As menores contribuições ficaram nos segmentos de telecomunicações e audiovisual, com percentuais de 5,6% e 6,2%, respectivamente.

Geração de empregos

A economia criativa empregou formalmente 143.847 gaúchos em 2021, o que equivale a 4,2% do total e a um aumento de 10,5% em relação ao que foi verificado em 2017. Tecnologia da Informação e da Comunicação, que detém o maior número de empreendimentos dentro da economia criativa, é também o que mais emprega. Em 2021, representou no Brasil 29,5% dos postos de trabalho no setor, índice que no Rio Grande do Sul foi de 34,2%.

Além do setor de TIC, os segmentos de publicação, editoração e mídia (14,9%) e de arquitetura, design e moda (14,6%) foram os mais expressivos na composição dos postos de trabalho da economia criativa. Por outro lado, artes visuais e performáticas (1,8%), patrimônio e culturas tradicionais (3,0%) e ensino de cultura (3,2%) são os segmentos com menor participação no setor.

Embora os segmentos de publicidade, telecomunicações e TIC tenham apresentado crescimentos expressivos no período de 2017 a 2021, o estudo mostra que parte dos outros segmentos tiveram piora no contingente de postos de trabalho, com destaque para audiovisual (-24,3%), patrimônio e culturas tradicionais (-17,0%) e artes visuais e performáticas (-16,9%).

Em 2021, o setor da economia criativa no RS possuía uma média de 7,5 empregados por estabelecimento, abaixo do total da economia gaúcha, que detinha média de 10,3. Segmentos com estreita ligação à cultura, como artes visuais, apresentavam o menor número médio de empregados (2,7 por estabelecimento), enquanto segmentos como TIC e audiovisual possuíam média superior a 13. Essas e outras informações são detalhadas em estado.rs.gov.br.

(Marcello Campos)

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