Segunda-feira, 09 de março de 2026

Saiba como funcionava a gangue do Banco Master

A Polícia Federal (PF) prendeu na última semana o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante a terceira fase da operação Compliance Zero, em São Paulo. Nas investigações da corporação, foi constatada a existência de um grupo chamado de “A Turma”. A PF dividiu o esquema comandado por Vorcaro em quatro núcleos de atuação. Um deles foi apontado como “núcleo de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades”.

Segundo as investigações, o grupo criminoso tinha uma estrutura de vigilância e coerção privada, que foi denominada de “A Turma”. Os documentos mostram que a organização seria destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro. De acordo com a PF, duas pessoas foram identificadas até o momento como integrantes da “Turma”.

* Marilson Roseno da Silva: O policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva é apontado pelas investigações como “integrante relevante da estrutura paralela de monitoramento e intimidação” de Vorcaro. Ele é citado como líder da “Turma”, segundo os investigadores.

Ele seria “um dos principais operadores desse núcleo de coerção, utilizando sua experiência e contatos decorrentes da carreira policial para auxiliar na obtenção de dados sensíveis e na realização de atividades de vigilância e monitoramento de alvos definidos pela organização criminosa”.

A atuação de Marilson estava voltada para obtenção de informações sigilosas que pudessem antecipar ações de investigações policiais, de jornalistas ou de ex-funcionários considerados críticos às atividades do grupo. Marilson também atuaria na execução das ações.

* “Felipe Mourão”
De acordo com as investigações, Luiz Phillippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Felipe Mourão” e também chamado de “Sicário”, seria responsável pela “coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo”. A PF aponta que o homem realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial.

Conforme a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do MPF (Ministério Público Federal), e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol.

“Felipe Mourão” também teria atuado em ações voltadas para remoção de conteúdos e perfis em plataformas, com objetivo de obter dados de usuários ou tirar de circulação possíveis críticas ao grupo. Ele ainda teria papel de coordenação e mobilização das equipes responsáveis pelas ações da organização.

A PF diz ainda que Mourão também atuava para intimidar antigos funcionários do Master e levantar dados sobre essas pessoas. Ele morreu após tentativa de suicídio. A Polícia Federal investiga o caso.

As investigações da PF também apontam a participação de outras duas pessoas na organização do grupo “A Turma”. Elas são: Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, e Ana Claudia Queiroz de Paiva.

Segundo as apurações, Fabiano e Ana Claudia eram responsáveis pelo financiamento e operacionalização dos pagamentos ao grupo liderado por Vorcaro.

O homem atuava garantindo os recursos necessários para as atividades de monitoramento, coação e intimidação de adversários. Já a mulher realizava e geria as transferências bancárias destinadas a custear as diligências de vigilância e coleta de informações da “Turma”. (Com informações do portal CNN Brasil)

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