Sexta-feira, 06 de março de 2026

Saiba o que pesa agora contra o dono do Banco Master

O que pesa agora contra o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro:

Invasão de sistemas

A Polícia Federal (PF) diz ter encontrado indícios de que o banqueiro ordenou a invasão de sistemas de informática do próprio órgão, do Ministério Público Federal (MPF) e até mesmo de organismos internacionais – “tais como FBI e Interpol” – para obter cópia de documentos sigilosos de investigações contra ele.

Teria sido usada uma técnica hacker conhecida como “spear phishing”, que consiste em enviar e-mails ou outras formas de comunicações com aparência de veracidade, solicitando a inserção de dados de acesso e senha do sistema interno da instituição.

Em sua decisão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça escreveu que “tais acessos teriam ocorrido mediante utilização de credenciais funcionais pertencentes a terceiros, permitindo a obtenção de informações protegidas por sigilo institucional”.

“Monitoramento” e ameaças

Vorcaro também é acusado de montar um sistema de “monitoramento” de pessoas que faziam oposição a ele, além de arregimentar influenciadores para defender os interesses do Master na internet. Entre os integrantes desse grupo, estaria “Sicário” (que significa assassino de aluguel), apelido dado a Luiz Philippi Mourão. A alcunha era um “indicativo da natureza de suas atividades”, como escreveu Mendonça.

Mourão receberia R$ 1 milhão por mês de Vorcaro. Em diálogos encontrados no celular do banqueiro, há mensagens com ameaças a funcionários e ex-funcionários de Vorcaro e ao colunista do jornal O Globo Lauro Jardim.

“Mesada” a diretores 

A decisão de André Mendonça envolveu também o ex-diretor de Fiscalização do Banco Central (BC) Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária da autarquia Belline Santana, que foram alvo de operação de busca e apreensão. Eles já estavam afastados do cargo por decisão anterior do próprio BC.

Segundo a PF, eles receberiam uma “mesada” de Vorcaro para ajudar o Master a driblar a fiscalização. Empresas fictícias foram criadas para a simulação de prestação de serviços por parte dos servidores. Pelas investigações, Vorcaro até teria ajudado Neves em uma viagem para a Disney, em Orlando, nos EUA.

Ocultação de dinheiro

Ao apresentar os argumentos para a prisão do banqueiro, a PF mencionou também que ele conseguiu esconder R$ 2,2 bilhões em uma conta em nome de seu pai aberta na corretora Reag, também alvo da investigação por suspeita de ter sido usada em operações de lavagem de dinheiro. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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