Terça-feira, 18 de agosto de 2026

Saiba por que Michelle não foi ao lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro lançou no último domingo (16) sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal junto de duas aliadas: a deputada federal Bia Kicis (PL), que também concorre ao Senado, e a governadora Celina Leão (PP), que disputa a reeleição.

O trio participou de um evento em Ceilândia, região administrativa do DF, nо primeiro dia oficial da campanha eleitoral.

Quase no mesmo horário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez, no Rio de Janeiro, o primeiro evento de sua candidatura à Presidência.

Michelle e o enteado tiveram desavenças públicas nos últimos meses, mas fizeram as pazes no mês passado. Na última semana, os dois se encontraram para gravar propaganda eleitoral.

Michelle tem dito a aliados que não terá tempo para cumprir muitos compromissos eleitorais.

Principal responsável por cuidar de tudo que envolve o bem-estar de Jair Bolsonaro na prisão domiciliar, ela argumenta que decisões do ministro Alexandre de Moraes limitaram a rede de suporte ao ex-presidente e que, por causa disso, terá que ficar mais tempo em casa do que gostaria.

A ideia dela é fazer campanha por meio de vídeos, nas redes, explorando, inclusive, essa “limitação injusta” e culpando o  Supremo Tribunal Federal (STF) por não poder estar com os eleitores.

Um dos nomes mais fortes da campanha de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto, Michelle poderia ter papel estratégico em eventos pelo país e explorar melhor sua popularidade no Distrito Federal, mas fará menos do que se espera dela no bolsonarismo.

Vice

A campanha de Flávio cogitou montar uma chapa puro-sangue com Michelle Bolsonaro de vice. A ideia ganhou força após desandarem as negociações com a federação PP-União Brasil e com o Republicanos, que decidiram pela neutralidade nas eleições presidenciais deste ano. Com isso, as opções favoritas do presidenciável para vice, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a economista Daniella Marques (Republicanos), ficaram indisponíveis.

Diante da necessidade de uma chapa puro-sangue, e com a ideia de priorizar um nome feminino, o coordenador da campanha de Flávio ao Palácio do Planalto, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse a interlocutores que chegaram a cogitar o nome da ex-primeira-dama, mas que a composição seria “Bolsonaro demais em uma chapa”.

Os outros nomes femininos do PL aventados, como o da deputada federal Júlia Zanatta (SC), foram considerados “muito à direita” para a chapa, já que ela integra o bolsonarismo raiz, que já vota no filho “01” de Jair Bolsonaro. (Com informações da coluna Radar, da revista Veja, e da Coluna do Estadão/O Estado de S. Paulo)

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Eleições 2026

Flávio Bolsonaro e o também presidenciável Romeu Zema propõem mudanças no Supremo em seus planos de governo
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play