Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 16 de janeiro de 2026
O presidente norte-americano Donald Trump começou 2026 expressando, mais uma vez, o seu desejo de tornar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, parte dos Estados Unidos. Autoridades locais negam que a ilha esteja disponível para qualquer tipo de negociação, mas isso não impediu que Trump sugerisse a compra do território. A alternativa comercial ao uso da força militar para dominar o território, no entanto, poderia custar caro aos planos do mandatário.
Segundo a NBC News, o território da Groenlândia poderia custar até US$ 700 bilhões, algo em torno de R$ 3,7 trilhões. O valor apresentado NBC News diverge de uma estimativa apresentada pelo The New York Times no ano passado, quando Trump começou a falar sobre a possibilidade de comprar o território dinamarquês.
Em texto publicado em 11 de janeiro de 2025, o incorporador imobiliário e ex-economista do Banco Central americano (Federal Reserve) de Nova York, David Barker, estimou que a Groenlândia poderia valer entre US$ 12,5 bilhões e US$ 77 bilhões.
Autoridades da Dinamarca e da Groenlândia rejeitaram as alegações de Trump de que os EUA adquirirão a Groenlândia “de um jeito ou de outro”. Ainda assim, segundo a NBC, um alto funcionário da Casa Branca alegou que o Secretário de Estado americano, Marco Rubio, recebeu instruções para apresentar uma proposta nas próximas semanas para a compra da Groenlândia, descrevendo tal plano como uma “alta prioridade” para Trump.
“Eu adoraria fechar um acordo com eles”, disse Trump a repórteres no domingo, quando questionado se a Groenlândia poderia oferecer um acordo. “É mais fácil. Mas, de um jeito ou de outro, vamos ficar com a Groenlândia.”
Outra opção em consideração pelo governo americano seria um pacto de livre associação com a Groenlândia, um acordo que incluiria assistência financeira dos EUA em troca da permissão para que o país mantenha presença militar na região. Os norte-americanos têm acordos semelhantes com outros países. Autoridades dos Estados Unidos discutiram o envio de pagamentos aos habitantes da Groenlândia como parte de uma tentativa de convencê-los a se separar da Dinamarca e potencialmente se unir aos EUA.
Embora o valor exato e a logística de qualquer pagamento não estejam claros, autoridades americanas, incluindo assessores da Casa Branca, discutiram valores que variam de US$ 10 mil a US$ 100 mil por pessoa, disseram duas das fontes, que pediram anonimato para discutir deliberações internas.
A ideia de pagar diretamente aos residentes da Groenlândia, um território ultramarino da Dinamarca, oferece uma explicação de como os EUA poderiam tentar “comprar” a ilha de 57 mil habitantes, apesar da insistência das autoridades em Copenhague e Nuuk de que a Groenlândia não está à venda.
“Chega! Basta de fantasias sobre anexação”, escreveu o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, em uma publicação no Facebook após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado novamente a jornalistas que os EUA precisam adquirir a ilha. (Com informações dos portais de notícias CNN Brasil e Valor Econômico)