Terça-feira, 17 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 17 de março de 2026
A deputada federal do Ceará Gorete Pereira (MDB) foi um dos alvos da nova fase da Operação Sem Desconto, da PF (Polícia Federal), nesta terça-feira (17). A parlamentar é suspeita de participar de fraudes contra o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Alvo de um mandado de busca de apreensão, ela passou a usar tornozeleira eletrônica após determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça.
A PF investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A parlamentar nega as acusações.
Maria Gorete Pereira tem 74 anos, é natural de Juazeiro do Norte. A deputada cearense assumiu o cargo de titular da Secretaria da Mulher na Câmara dos Deputados no fim de 2025. Antes de ingressar na vida pública partidária, Gorete atuava na área da saúde.
Ela se formou em fisioterapia, em 1976, pela Universidade de Fortaleza (Unifor), onde também concluiu uma pós-graduação em tecnologia educacional em 1981 e também atuou como professora por mais de duas décadas, de 1976 a 2002.
A deputada trabalhou nas Secretarias da Saúde de Fortaleza (1981 a 2002) e do Ceará (1985 a 2000). Gorete foi coautora do livro “Mecanoterapia”, publicado em 1984, e presidente do Sindicato de Fisioterapia e Terapia Ocupacional em Fortaleza entre 1979 e 1985.
Gorete foi eleita vereadora de Fortaleza por dois mandatos consecutivos (1988 a 1994) e, na sequência, alcançou a Assembleia Legislativa, onde cumpriu mais dois mandatos como deputada estadual (1994 a 2002).
No Congresso Nacional, o mandato da deputada ganhou projeção principalmente pela defesa dos direitos das mulheres. Ela presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher entre 2016 e 2017 e desempenhou a função de Procuradora da Mulher na Câmara entre 2017 e 2019.
Ela também ocupou a vice-presidência da Comissão de Trabalho e presidiu a Comissão Especial da Lei de Responsabilidade Educacional de 2015 a 2019.
A deputada atuou como membro titular em CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) que investigaram a exploração sexual de crianças e adolescentes, o trabalho infantil e supostas irregularidades no seguro DPVAT.