Segunda-feira, 06 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 6 de abril de 2026
Onze dos 27 governadores renunciaram ao mandato para serem candidatos a outros cargos na eleições de outubro no Brasil. O prazo para a desincompatibilização terminou no último sábado (4).
Dos 11 governadores, dois se lançaram na disputa presidencial: Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais.
Outros oito devem tentar uma vaga no Senado, que neste ano vai renovar 54 das 81 cadeiras: Antonio Denarium (Republicanos), de Roraima; Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro; Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal; Gladson Cameli (PP), do Acre; Helder Barbalho (MDB), do Pará; João Azevêdo (PSB), da Paraíba; Mauro Mendes (União Brasil), do Mato Grosso; e Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo.
O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), disse que não seria candidato neste ano e concluiria o mandato, mas mudou de ideia e renunciou no sábado, último dia do prazo. Ele não anunciou para qual cargo pretende concorrer, mas a tendência é que dispute o Senado.
Por que é necessário deixar o cargo?
Governadores, prefeitos, ministros, secretários municipais e estaduais com pretensões eleitorais devem deixar seus cargos. A regra existe para evitar o uso da máquina pública em favor das candidaturas.
A exceção é quando o político tenta a reeleição. Nesse caso, ele pode continuar no cargo, como ocorre com o presidente Lula (PT) e nove governadores neste ano.
Se o governador desistir da candidatura depois ou se disputar a eleição e perder, ele não poderá reassumir o mandato. A renúncia é definitiva.
A saída do cargo não confirma a candidatura, mas é uma condição exigida. A oficialização só ocorrerá em agosto, após as convenções partidárias e o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Quando o governador deixa o cargo, o vice assume e pode ser candidato a um novo mandato. É o que deve acontecer na maioria dos Estados.