Terça-feira, 12 de maio de 2026

Sementeiros são o trunfo da soja brasileira

Apassul presente na ENSSOJA 2026 reforça papel estratégico dos multiplicadores para manter liderança global

Foz do Iguaçu/PR – O Encontro Nacional dos Multiplicadores de Sementes de Soja (ENSSOJA) 2026, promovido pela ABRASS, consolidou o protagonismo dos multiplicadores como diferencial competitivo do agronegócio brasileiro. Em um cenário de expansão, com o Cepea projetando safra recorde de 181 milhões de toneladas para 2026 — superando os 171,6 milhões de 2025 —, os sementeiros surgem como elo essencial entre a pesquisa genética e a produtividade efetiva no campo.

No Rio Grande do Sul, o setor sustenta cerca de 300 mil empregos e fornece o insumo de maior valor para o agricultor. As sementes de alta qualidade representam aproximadamente 10% do custo total da produção, mas são decisivas para garantir rentabilidade. Para o diretor da Apassul e CEO da Sementes Com Vigor (SCV), Pedro Basso, o investimento em tecnologia embarcada está levando o máximo potencial produtivo ao agricultor. “O multiplicador assegura que a inovação chegue ao campo com vigor e eficiência, garantindo que o produtor colha resultados superiores”, afirma.

O multiplicador como eixo estratégico

Entidades e produtores reforçaram que o Brasil só ocupa o posto de maior exportador mundial porque possui uma rede de multiplicadores capaz de entregar sementes de alto vigor e tecnologia. Esses profissionais adaptam a inovação global às realidades regionais, funcionando como filtro de qualidade e eficiência. Pedro Basso destacou: “O mercado global vive margens estreitas, e nesse cenário, o multiplicador de sementes de alta qualidade é a nossa maior vantagem competitiva. Estamos estudando geopolítica e custos de produção porque entendemos que nosso papel é manter o produtor brasileiro no mesmo patamar — ou acima — do mercado internacional.”

Inovação, custos e segurança jurídica

A programação do ENSSOJA 2026 mergulhou nas inovações que moldam o mercado de sementes no Brasil e no mundo. Além da tecnologia, a viabilidade econômica e a proteção do setor foram prioridades. Questões como a alta dos custos de produção e os desafios legais envolvendo a semente salva e o combate à semente pirata dominaram os painéis. Para Basso, profissionalização e legalidade são indissociáveis do sucesso na lavoura: “Não basta investir em genética de ponta; precisamos de segurança jurídica. O debate sobre semente salva e o combate rigoroso à pirataria são pautas urgentes. É essa estrutura de multiplicação legalizada e tecnológica que assegura uma safra superior e mantém a competitividade do Brasil lá fora.”

O papel da Apassul

A presença da Apassul no ENSSOJA reforça a importância do Rio Grande do Sul no mapa da produção nacional. A entidade, que reúne produtores e comerciantes de sementes e mudas, atua como voz ativa na defesa da qualidade e da legalidade, além de promover a integração entre pesquisa, multiplicadores e agricultores. O estado, tradicional berço da soja no Brasil, segue como referência em produtividade e inovação, sustentando a liderança nacional em sementes certificadas.

Perspectivas para 2026

Com a expectativa de safra recorde e a consolidação dos multiplicadores como eixo estratégico, o Brasil reafirma sua posição de liderança no mercado global de soja. O ENSSOJA 2026 mostrou que o futuro da competitividade passa pela combinação de genética avançada, multiplicação legalizada e políticas de proteção ao setor. Nesse contexto, a atuação de entidades como a Apassul e de líderes como Pedro Basso reforça que o agronegócio brasileiro está preparado para enfrentar os desafios globais e manter sua vantagem estratégica. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

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