Quinta-feira, 23 de abril de 2026

Senador gaúcho Hamilton Mourão finalmente recebeu o advogado-geral da União, mas disse que não votará nele para ministro do Supremo

O senador e ex-vice-presidente da República Hamilton Mourão (Republicanos-RS) recebeu pela primeira vez, na última sexta-feira (17), o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União) Jorge Messias, indicado por Luiz Inácio Lula da Silva para o STF (Supremo Tribunal Federal).

Mourão afirma que “um sem número” de pessoas pediram, nos últimos meses, para que ele conversasse com Messias, de ministros do STF e do STJ (Superior Tribunal de Justiça) a generais.

Ele diz que, por fim, atendeu ao apelo de uma pessoa muito querida – não quis revelar quem – e agiu em nome da coerência, uma vez que também se reuniu com os outros dois indicados de Lula, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

O senador afirma que a conversa foi cordial, mas que Messias já sabia muito bem que não poderia contar com o voto dele.

“Conversamos sobre a crise institucional, o fato de o devido processo legal estar sendo jogado fora. No mais, foram generalidades”, diz o senador. “Ele sabe qual é a minha posição, mas procurou demonstrar que vai ser alguém isento.”

Mourão diz ter tratado das condenações pelos ataques de 8 de Janeiro, citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro general Walter Braga Netto, de quem é próximo, e um empresário acusado de financiar com R$ 500 um ônibus que levou até Brasília um manifestante que participou dos atos de vandalismo. Messias, segundo ele, ouviu.

Na última semana, o ministro da AGU também conseguiu riscar da lista o nome de outro senador por quem ainda não havia sido recebido: Eduardo Girão (Novo-CE), pré-candidato a governador do Ceará. O encontro ocorreu na quinta (16).

“Conversei com ele, embora ele saiba o meu posicionamento desde o início. Mas é um dever institucional e também mantenho minha posição, meu voto contrário”, diz o senador.

Messias será sabatinado pelo Senado no próximo dia 29, mais de seis meses após ter sido indicado para a vaga aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. Governistas dizem estar confiantes de que o AGU tem hoje mais do que os 41 votos necessários.

Durante a sabatina, Messias deve responder a questionamento dos senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A partir daí, o relatório é votado e, se aprovado, em votação secreta, torna-se o parecer da comissão.

Na sequência, nessa mesma data, o parecer é enviado ao plenário do Senado. O Senado aprecia a indicação em votação secreta. Para ser aprovada a indicação, é necessário o aval da maioria absoluta dos parlamentares.

A partir da aprovação do nome de Messias também no plenário do Senado, o presidente da Casa encaminha o resultado da deliberação ao presidente da República, que publica o decreto no Diário Oficial da União (DOU) para viabilizar a posse.

O Supremo, então, marca a posse, que é realizada em uma cerimônia no plenário da Corte. (Com informações da Folha de S.Paulo e do portal de notícias g1)

 

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