Quinta-feira, 12 de março de 2026

SENGE-RS promove debate de combate ao feminicídio

Encontro reuniu especialistas e sociedade em Porto Alegre para discutir um dos problemas mais urgentes do país, o feminicídios em 2025.

No dia 10 de março, o Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (SENGE-RS) reafirmou seu compromisso com a defesa da vida e a promoção da equidade ao realizar o debate “Combate ao Feminicídio: responsabilidade de todos nós”. O encontro reuniu homens e mulheres no auditório da entidade e trouxe à tona uma das questões mais urgentes da realidade brasileira: a violência letal contra mulheres.

O feminicídio, como ressaltado ao longo das discussões, não pode ser tratado apenas como questão de segurança pública. É um fenômeno social enraizado em desigualdades históricas, que exige ação institucional, compromisso coletivo e participação ativa de diferentes setores da sociedade. Ao abrir espaço para essa reflexão, o SENGE-RS reafirma sua missão de contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária, onde a valorização da vida seja prioridade.

A mediação foi conduzida pela jornalista Kelly Matos, que garantiu clareza e unidade ao debate. Sua experiência em conduzir diálogos públicos trouxe sensibilidade e profundidade, ampliando a reflexão sobre a responsabilidade social diante da violência de gênero.

Entre as debatedoras, Alessandra Moura Bastian da Cunha, Subprocuradora-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais do Ministério Público do RS, destacou a importância de estruturas públicas preparadas para acolher e proteger vítimas, além de reforçar a necessidade de respostas efetivas e articuladas para enfrentar o feminicídio. Sua fala evidenciou que o enfrentamento exige seriedade e responsabilidade institucional.

Já a engenheira agrônoma e extensionista rural Cecilia Margarida Bernardi, da EMATER-RS, situou o feminicídio dentro de um contexto mais amplo de desigualdade estrutural. Ressaltou que o combate passa também pela transformação das relações sociais e pela presença ativa das mulheres em espaços de decisão e representação. Sua contribuição reforçou que a luta contra a violência é inseparável da luta pela equidade.

Os números recentes reforçam a urgência do tema. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou mais de 1.500 casos de feminicídio em 2025, o que equivale a quatro mulheres assassinadas por dia. Desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, já são mais de 13 mil mulheres mortas por essa motivação. Esses dados dão dimensão da gravidade do problema e mostram que debates como o promovido pelo SENGE-RS são fundamentais para mobilizar sociedade e instituições.

No cenário nacional, o Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, lançado em 2026, busca integrar ações de segurança, justiça e políticas sociais. No Rio Grande do Sul, iniciativas como a Rede Lilás e os Centros de Referência da Mulher atuam no acolhimento, mas ainda enfrentam desafios de recursos e capilaridade. O evento do SENGE mostra que entidades civis e profissionais também têm papel ativo na mobilização social contra a violência de gênero.

Ao promover este encontro, o SENGE-RS reforça que combater o feminicídio é defender a vida e que essa responsabilidade não pode ser delegada apenas ao Estado. É um compromisso coletivo que exige envolvimento contínuo, consciência social e articulação institucional. Mais do que um debate, a iniciativa foi um chamado à ação: enfrentar o feminicídio é tarefa de todos nós.(por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

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