Sexta-feira, 19 de julho de 2024

Sobrecarga e insegurança afastam mulheres dos exercícios; saiba como reverter esse cenário

Um estudo com 24,7 mil participantes, sendo 16,6 mil mulheres, revela que, quando praticam exercícios físicos, elas se sentem mais felizes (52%) e confiantes (48%). Não é só isso. Relatam, também, sentir menos estresse (67%) e frustração (80%) quando correm ou fazem musculação – os exercícios favoritos de 65% e 50% das entrevistadas.

O problema é que, segundo esse mesmo estudo, 51% delas admitiram que, pelos mais variados motivos, estão diminuindo o ritmo dos treinos ou, pior ainda, desistindo de malhar. E mais da metade está insatisfeita com seus níveis de exercício.

“Para quase dois terços das mulheres (61%), a maternidade é o principal motivo”, afirma Constanza Novillo, diretora de marketing da ASICS América Latina, marca de material esportivo que encomendou a pesquisa, realizada entre junho e setembro de 2023 em mais de 40 países, incluindo o Brasil.

Os professores Dee Dlugonski, da Universidade do Kentucky, nos Estados Unidos, e Brendon Stubbs, da King’s College de Londres, no Reino Unido, que conduziram o estudo, dividiram os “obstáculos” que impedem as mulheres de se exercitar em três categorias: emocionais, ambientais e práticos.

Entre os obstáculos emocionais, 42% citaram que não se sentem em forma o suficiente, 37% admitiram insegurança quanto ao seu corpo e 32% relataram o medo de serem julgadas durante a malhação. Já entre os ambientais, o motivo mais alegado foi a falta de espaços seguros (43%) para a prática de exercícios físicos, seguido do sentimento de intimidação (36%) e do medo de assédio (32%). Por último, os desafios práticos: 74% relataram falta de tempo, 62% atribuíram a desistência aos preços das academias (e dos personal trainers) e 37% ao receio de sofrer lesões.

Na média global, o percentual de mulheres que alegaram falta de tempo, preços abusivos e sentimento de intimidação para desistir dos treinos é, segundo o estudo da ASICS, de 74%, 62% e 36%; no Brasil, é de 67%, 60% e 52%, respectivamente.

O estudo da ASICS endossa o resultado de outro levantamento, conduzido pelo cientista Bradley Cardinal, da Universidade do Estado de Oregon, nos EUA, e realizado com 1 mil voluntários: o professor concluiu que, quando se trata de atividade física, os homens tendem a praticar uma média de 30 minutos por dia e as mulheres, 18. O estudo de Cardinal, ao contrário do da ASICS, não apurou os motivos pelos quais elas praticam menos exercícios.

No Brasil, a pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, revelou que 45,8% dos homens praticam pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana. Entre as mulheres, esse índice cai para 36,2%. Em 2009, quando a prática começou a ser monitorada pelo ministério, esses percentuais eram de 39,8% e 22,2%, respectivamente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 150 minutos de atividade física moderada (caminhada, ciclismo ou natação) ou 75 minutos de atividade física vigorosa (corrida, futebol ou tênis) por semana.

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