Terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Tarcísio de Freitas diz que terá “papo de amigo” com Bolsonaro e recusaria pedido dele para se candidatar a presidente

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (27), que terá um “papo de amigo” com Jair Bolsonaro daqui a dois dias, em visita marcada em sua cela na chamada “Papudinha”, em Brasília, e que recusaria um convite para concorrer a presidente, mesmo diante de um apelo do padrinho político.

“Isso não vai acontecer, mas eu diria não. É muito tranquilo isso para mim”, declarou o político em entrevista no interior de São Paulo. Ele foi à cidade para um encontro na fábrica da Toyota.

“Na última visita que eu fiz ao Bolsonaro, quando ele ainda estava em prisão domiciliar, antes do regime fechado, ele me disse: ‘E aí, Tarcísio, eleição presidencial, qual é a sua posição?’. Eu disse: ‘A minha posição é ficar em São Paulo’. Eu fui muito contundente, muito claro com ele em relação a isso, porque também eu precisava manter uma linha de coerência”, relatou o governador.

Tarcísio alegou ainda que não teve uma discussão acalorada com Flávio Bolsonaro (PL), senador pelo Rio de Janeiro escolhido pelo pai para representá-lo nas urnas contra o presidente Lula (PT), frustrando parte do empresariado e líderes do Centrão. Demonstrou incômodo nesse ponto, atribuindo as informações a mentiras que circulam nos bastidores.

“Não estou frustrado, não. Nem vou falar isso na quinta-feira para o Bolsonaro, até porque isso não existe”, afirmou ele, em outro trecho da entrevista. “Eu sempre disse que o meu projeto para São Paulo é de longo prazo. Alguns que passaram e pensaram logo na candidatura presidencial deixaram cicatrizes, feridas abertas. Não quero decepcionar ninguém”.

Tarcísio falou também sobre os motivos que levaram Bolsonaro a optar pelo filho no pleito:

“Uma pessoa da família traz para ele uma confiança, e eu vou estar com ele nessa caminhada. Na visita que eu vou fazer, o meu papo vai ser um papo de amigo. Vou falar de amenidades, perguntar se ele está precisando de alguma coisa, falar da solidariedade e do carinho que eu tenho por ele e do que a gente está fazendo aqui fora para tentar ajudá-lo. Sem entrar muito nessa questão. Não costumo falar de eleição, de política com ele. Procuro sempre mostrar que estou do seu lado”. (Com informações de O Globo)

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