Sexta-feira, 29 de agosto de 2025
Por Redação do Jornal O Sul | 29 de agosto de 2025
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), rebateu a crítica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que ele “não é nada” sem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nesta sexta-feira (29), o chefe do Executivo paulista disse “nem ligo” para a declaração de Lula e afirmou que não perde “um minuto” com questões alheias ao seu mandato. Ele também negou interesse pelas pesquisas de intenção de voto nas quais é citado como candidato ao Planalto.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, também nesta sexta, Lula disse: “Temos que reconhecer que o Bolsonaro tem uma força no setor de extrema direita muito forte. Ele (Tarcísio) vai fazer o que o Bolsonaro quiser. Sem o Bolsonaro ele não é nada”, comentando o cenário da corrida presidencial de 2026.
Tarcísio aparece com 48,4% das intenções de voto para a Presidência no ano que vem, contra 46,6% de Lula, resultado que configura empate técnico no limite da margem de erro da pesquisa Atlas Bloomberg divulgada quinta. O presidente minimizou o cenário e disse ser “muito cedo para analisar pesquisa”.
O governador de São Paulo tem se apresentado como um candidato viável para a direita, uma vez que Bolsonaro se encontra inelegível até 2030, condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Com a impossibilidade do ex-presidente concorrer, a direita começa a organizar nomes viáveis para 2026 e apoiadores passam a se movimentar cada vez mais em torno da candidatura do governador paulista.
Apesar de inapto a concorrer, em prisão domiciliar e com o início do seu julgamento por participação na trama golpistas previsto para 2 de setembro, Bolsonaro sustenta que se candidatará à Presidência em 2026. O político ainda não indicou o seu sucessor e seu entorno critica os movimentos para definir uma outra candidatura de direita.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, afirmou que “se houver necessidade de substituir Jair Bolsonaro (nas eleições de 2026), isso não será feito pela força nem com base em chantagem”, criticando os governadores de direita que se apresentam como presidenciáveis.
“Eu me pergunto: para que a pressa (para definir o candidato da direita)? Só há uma resposta lógica: o julgamento é a faca no pescoço de Jair Bolsonaro, é o ‘meio de pressão eficaz’ para forçar Bolsonaro a tomar uma decisão da qual não possa mais voltar atrás”, continuou o deputado.
Eduardo não é o único a criticar movimentações para substituir o pai. O seu irmão, vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), disse que governadores de direita se comportam “como ratos” e priorizam “projetos pessoais”.