Terça-feira, 25 de junho de 2024

Tela pintada pelos quatro integrantes dos Beatles durante “prisão” no Japão vai a leilão nos Estados Unidos

Uma pintura intitulada “Imagens de uma mulher”, feita e assinada pelos quatro Beatles — John Lennon , Paul McCartney , Ringo Starr e George Harrison —, será leiloada no dia 1º de fevereiro, em Nova York, com um preço inicial estimado entre US$ 400 mil e US$ 600 mil. Trata-se de um dos destaques da “Exceptional Sale”, leilão que a casa Christie’s organiza anualmente reunindo itens preciosos.

Além da obra, as pessoas poderão dar lances em um colete de ouro usado por Janis Joplin, uma medalha de ouro dada a Bob Beamon nas Olimpíadas do México de 1968, um vaso de ouro maciço feito pela Tiffany & Co para a família Gould, além de um par de bancos que pertenceu à imperatriz Josephine de Beauharnais, o grande amor de Napoleão Bonaparte.

Confinados

A obra foi concebida na suíte presidencial do hotel Hilton de Tóquio, a opulenta e luxuosa prisão onde os Beatles se refugiaram dos fãs em sua turnê pelo Japão, em 1966. A passagem do quarteto no país demandou as autoridades japonesas, que se debruçaram num grande planejamento para garantir a segurança da banda. Do Hilton, eles foram transportados direto para o estádio Budokan Hall, onde realizaram cinco concertos, numa operação de segurança máxima.

Esforços não foram poupados para que tudo ocorresse da melhor maneira no hotel onde os Beatles estavam hospedados. A ideia era que os músicos não tivessem vontade de sair. No entanto, duas “fugas” foram registradas. Paul visitou o Palácio Imperial com Mal Evans e John se aventurou a conhecer a vizinhança com Neil Aspinall. Mas a maior parte das cem horas que passaram no Japão foram passadas na suíte. Receberam visitantes que lhes trouxeram presentes e um deles foi o conjunto de materiais de arte de alta qualidade.

O fotógrafo Robert Whitaker teve o privilégio de participar da viagem e documentar o processo. Nas fotos coloridas você pode ver os bastidores da obra: os Beatles dispostos em quatro cadeiras ao redor de uma mesa, sobre a qual colocaram uma folha retangular de fino papel artístico japonês e uma luminária no centro para estabilizar o papel e iluminá-lo. Sob aquela lâmpada, cada um começou a pintar do seu canto, avançando lentamente em direção ao centro.

Eles trabalharam com óleos e aquarelas, e Whitaker lembrou que o trabalho foi concluído em duas noites. Como os Beatles sempre iam dormir tarde, depois de fazerem seus shows no Budo Kan e serem levados de volta ao hotel na hora certa, eles voltavam à tarefa. Whitaker disse: “Eles paravam [de pintar], iam fazer um concerto e depois diziam vamos voltar à pintura! Nunca os vi mais calmos ou felizes do que neste momento”, disse o fotógrafo à Christie’s.

Cada canto da pintura reflete um toque pessoal: Harrison fez pinceladas mais escuras e angulares, enquanto a área tocada por Ringo Starr é menor e mais caricatural. Tanto Lennon quanto McCartney trabalharam principalmente com acrílico, detalhado pela Christie’s, enquanto Harrison e Starr recorreram à aquarela.

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Uma pintura intitulada “Imagens de uma mulher”, feita e assinada pelos quatro Beatles — John Lennon , Paul McCartney , Ringo Starr e George Harrison —, será leiloada no dia 1º de fevereiro, em Nova York, com um preço inicial estimado entre US$ 400 mil e US$ 600 mil. Trata-se de um dos destaques da “Exceptional Sale”, leilão que a casa Christie’s organiza anualmente reunindo itens preciosos.

Além da obra, as pessoas poderão dar lances em um colete de ouro usado por Janis Joplin, uma medalha de ouro dada a Bob Beamon nas Olimpíadas do México de 1968, um vaso de ouro maciço feito pela Tiffany & Co para a família Gould, além de um par de bancos que pertenceu à imperatriz Josephine de Beauharnais, o grande amor de Napoleão Bonaparte.

Confinados

A obra foi concebida na suíte presidencial do hotel Hilton de Tóquio, a opulenta e luxuosa prisão onde os Beatles se refugiaram dos fãs em sua turnê pelo Japão, em 1966. A passagem do quarteto no país demandou as autoridades japonesas, que se debruçaram num grande planejamento para garantir a segurança da banda. Do Hilton, eles foram transportados direto para o estádio Budokan Hall, onde realizaram cinco concertos, numa operação de segurança máxima.

Esforços não foram poupados para que tudo ocorresse da melhor maneira no hotel onde os Beatles estavam hospedados. A ideia era que os músicos não tivessem vontade de sair. No entanto, duas “fugas” foram registradas. Paul visitou o Palácio Imperial com Mal Evans e John se aventurou a conhecer a vizinhança com Neil Aspinall. Mas a maior parte das cem horas que passaram no Japão foram passadas na suíte. Receberam visitantes que lhes trouxeram presentes e um deles foi o conjunto de materiais de arte de alta qualidade.

O fotógrafo Robert Whitaker teve o privilégio de participar da viagem e documentar o processo. Nas fotos coloridas você pode ver os bastidores da obra: os Beatles dispostos em quatro cadeiras ao redor de uma mesa, sobre a qual colocaram uma folha retangular de fino papel artístico japonês e uma luminária no centro para estabilizar o papel e iluminá-lo. Sob aquela lâmpada, cada um começou a pintar do seu canto, avançando lentamente em direção ao centro.

Eles trabalharam com óleos e aquarelas, e Whitaker lembrou que o trabalho foi concluído em duas noites. Como os Beatles sempre iam dormir tarde, depois de fazerem seus shows no Budo Kan e serem levados de volta ao hotel na hora certa, eles voltavam à tarefa. Whitaker disse: “Eles paravam [de pintar], iam fazer um concerto e depois diziam vamos voltar à pintura! Nunca os vi mais calmos ou felizes do que neste momento”, disse o fotógrafo à Christie’s.

Cada canto da pintura reflete um toque pessoal: Harrison fez pinceladas mais escuras e angulares, enquanto a área tocada por Ringo Starr é menor e mais caricatural. Tanto Lennon quanto McCartney trabalharam principalmente com acrílico, detalhado pela Christie’s, enquanto Harrison e Starr recorreram à aquarela.

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