Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Transporte, turismo e alimentação puxam a inflação do carnaval na Região Metropolitana de Porto Alegre

A chamada inflação do carnaval – cesta composta por 16 itens associados aos gastos típicos com a celebração – chegou a 5,8% no Brasil e a 6,2% na Região Metropolitana de Porto Alegre no acumulado dos últimos 12 meses até janeiro de 2026.

O levantamento, divulgado pela CDL (Câmara de Dirigente Lojistas) da Capital, foi feito com base no recorte dos dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País e é divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

As variações de preços aceleraram entre a data comemorada no ano passado até outubro de 2025, mas perderam intensidade desde então. Apesar disso, permaneceram acima dos patamares observados na mesma janela do ano anterior, ou seja, 5,5% e 4,5%, pela ordem.

Da mesma forma, os números superaram o índice cheio mais recente, ou seja, o conjunto dos preços de bens e serviços averiguados pelo IBGE: 4,4% e 5,1%, respectivamente.

O encarecimento do transporte por aplicativo na Região Metropolitana de Porto Alegre atingiu 53,94% em 12 meses, liderando o ranking. Outras formas de transporte, como ônibus intermunicipal (13,03%) e táxi (10,91%), alcançaram igualmente dois dígitos. Da mesma forma, o turismo foi destaque, com o pacote turístico (12,74%).

Além disso, vale ressaltar a pressão sobre a alimentação fora do domicílio, incluindo o lanche (9,45%). Também registraram variações relevantes o gastroprotetor (6,93%), hospedagem (6,68%), refeição (6,28%), desodorante (6,26%) e clube (5,72%).

Em sentido oposto, passagem aérea (-15,94%) e refrigerante e água mineral fora do domicílio (-0,65%) registraram deflação.

De acordo com o economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank, o comportamento reflete a conexão entre os serviços e o mercado de trabalho. “A inflação do carnaval é fortemente influenciada pelo setor terciário. Transporte, turismo e alimentação fora do domicílio respondem por parcela significativa da cesta. Em um contexto de aquecimento do emprego e estímulos à demanda, é natural que nosso indicador apresente esse tipo de dinâmica”, explicou.

Para Frank, o momento exige organização financeira por parte das famílias. “O consumidor precisa ter clareza com relação ao seu orçamento para que possa planejar gastos sem comprometer o equilíbrio financeiro. Além disso, é necessário pesquisar valores com antecedência e procurar barganhar sempre que possível”, afirmou.

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