Sexta-feira, 10 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 10 de abril de 2026
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do Brasil, ficou em 0,88% em março, 0,18 ponto percentual acima da taxa registrada em fevereiro (0,70%), de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No ano, o IPCA acumula alta de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%, acima dos 3,81% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2025, a variação havia sido de 0,56%.
No mês passado, a alta do IPCA foi puxada pelos preços dos grupos transportes e alimentação e bebidas, que, juntos, responderam por 76% do índice no período. Os demais grupos oscilaram entre 0,02% (educação) e 0,65% (despesas pessoais).
A variação dos transportes mais do que dobrou de fevereiro (0,74%) para março (1,64%), impulsionada pela alta nos combustíveis (4,47%). A gasolina, que em fevereiro caiu 0,61%, em março subiu 4,59%, sendo o principal impacto individual (0,23 ponto percentual) no índice do mês.
Também se destacou o óleo diesel, que saiu de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março, com 0,03 ponto percentual de impacto no mês. Já o etanol subiu 0,93%, e o gás veicular recuou 0,98%. O subitem passagem aérea desacelerou de 11,40% em fevereiro para 6,08% em março.
O grupo alimentação e bebidas acelerou de 0,26% em fevereiro para 1,56% em março. A alimentação no domicílio subiu 1,94%, acima do mês anterior (0,23%), sob influência do tomate (20,31%), da cebola (17,25%), da batata-inglesa (12,17%), do leite longa vida (11,74%) e das carnes (1,73%). Os destaques em queda foram a maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%). A alimentação fora do domicílio subiu 0,61%.
Com a terceira maior variação no mês, o grupo despesas pessoais (0,65%) foi influenciado pelo subitem cinema, teatro e concertos (3,95%).
Já o grupo saúde e cuidados pessoais (0,42%) foi influenciado pela alta em planos de saúde (0,49%).
No grupo habitação, a variação de 0,22% em março contempla a alta da energia elétrica residencial (0,13%).