Terça-feira, 16 de agosto de 2022

Tratamento precoce do Alzheimer tem melhor resultado em mulheres

Segundo dados, a maioria dos pacientes diagnosticados com Alzheimer são mulheres. No entanto, um novo relatório sobre a doença mostra que indivíduos do sexo feminino também tendem a responder melhor ao tratamento precoce. Conforme uma pesquisa feita pela Florida Atlantic University, nos Estados Unidos, algumas mudanças de estilo de vida, como uma alimentação balanceada, rotina de exercícios e melhora na qualidade do sono podem evitar o desenvolvimento da doença.

“Nossas intervenções individualmente criadas levaram à melhora do risco de Alzheimer e doenças cardiovasculares maior em mulheres quando comparadas aos homens”, explica o pesquisador Richard Isaacson, um dos autores do artigo.

Além disso, em outros biomarcadores, como o nível de colesterol ruim, o LDL, as mulheres também apresentaram uma melhoria mais significativa que os homens durante o tratamento precoce.

10 anos de estudo

A pesquisa utilizou os dados de participantes que estão em um estudo que já dura mais de 10 anos. Tal pesquisa busca avaliar o impacto das alterações do estilo de vida nas funções cognitivas e nos fatores que provocam risco de desenvolvimento de demência.

Ademais, para a construção do relatório, foram analisados os exames físicos, de sangue, cognitivos e genéticos de cada paciente. Assim, eles foram devidamente medicados, tiveram reposição vitamínica, fizeram uso de suplementos e passaram por uma série de intervenções personalizadas no estilo de vida.

De acordo com Isaacson, os fatores de risco para demência em mulheres apresentam diferenciações em relação aos presentes em homens. Por exemplo, nas mulheres, caso possuam gordura extra na região abdominal, existe um aumento significativo de 39% nas chances de desenvolvimento de Alzheimer.

“O rápido declínio de estrogênio durante a transição da perimenopausa pode ser um dos fatores de risco de maior impacto para desenvolver Alzheimer”, completa o cientista.

Risco em mulheres

Pesquisadores da Universidade de Chicago e da Escola de Medicina da Universidade de Boston, ambas nos Estados Unidos, identificaram um novo gene que parece aumentar o risco de Alzheimer em mulheres. A descoberta, publicada na revista Alzheimer’s Disease & Dementia: The Journal of the Alzheimer’s Association, fornece uma nova pista sobre por que as mulheres são mais diagnosticadas com a doença do que os homens.

Nos Estados Unidos, 6,2 milhões de pessoas com 65 anos ou mais foram diagnosticadas com a doença, destas quase dois terços são mulheres. Isso significa que a doença de Alzheimer é quase duas vezes mais comum em mulheres do que em homens.

O gene recém-descoberto é chamado O6-Metilguanina-DNA-metiltransferase ou simplesmente MGMT. Ele desempenha um papel importante na forma como o corpo repara danos ao DNA em homens e mulheres. No entanto, parece aumentar o aumento do risco de Alzheimer, mas apenas em pessoas do sexo feminino.

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