Sexta-feira, 02 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 2 de janeiro de 2026
O Tribunal de Contas da União (TCU) instaurou nesta sexta-feira (2), uma inspeção no Banco Central para avaliar a liquidação do Banco Master. O despacho foi assinado pelo presidente da Corte de Contas, Vital do Rego.
Segundo ele, a medida é um rito do processo conduzido pela unidade técnica do tribunal, por solicitação do relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus.
“Faz parte do rito e segue os prazos, após o Banco Central enviar as primeiras informações ao TCU. A inspeção vai permitir à unidade técnica ter acesso a documentos que embasaram a liquidação do banco”, afirmou à Coluna do Estadão.
Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, Jhonatan de Jesus havia reclamado ao presidente do TCU sobre o teor da nota técnica enviada pelo Banco Central ao tribunal. Em resposta à Corte de Contas, o BC apresentou um documento de 18 páginas relatando o que foi determinante para ordenar o encerramento das atividades do Banco Master.
Jhonatan, entretanto, teria reclamado que esperava receber cópia dos documentos e pareceres, e encaminhou o caso para a unidade técnica.
Crise de liquidez
Em resposta ao Tribunal de Contas da União (TCU), o Banco Central (BC) afirmou que a liquidação do Banco Master se deu em razão de uma “profunda e crônica crise de liquidez” da instituição e de um “grave e reiterado descumprimento de normas que disciplinam sua atividade” por parte da empresa de Daniel Vorcaro.
O documento sigiloso enviado pelo Banco Central ao TCU na segunda-feira (29), salienta que as evidências colhidas sugerem que recursos do Master foram “reciclados por meio de uma cadeia de fundos e sociedades interpostas”. O objetivo seria dar aparência formal a transações com a mesma origem e o mesmo beneficiário final.