Domingo, 26 de julho de 2026

Tribunal dos Estados Unidos impede Trump de aplicar ordem que dificulta voto pelo correio em 23 estados

Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos decidiu no sábado (25) manter suspensa uma ordem executiva do presidente Donald Trump que estabelece novas regras para a votação pelo correio em 23 estados.

A medida integra a estratégia do governo para as eleições de novembro, quando os americanos definirão o controle do Congresso.

A decisão foi tomada pela Corte de Apelações do 1º Circuito dos EUA, com sede em Boston. O tribunal rejeitou um pedido do governo para derrubar uma liminar concedida em 25 de junho a um grupo de estados governados por democratas.

Na ocasião, um juiz de primeira instância concluiu que trechos centrais da ordem executiva eram inconstitucionais.

Com o entendimento mantido pela corte de apelação, essas regras permanecem suspensas enquanto o processo continua em análise na Justiça.

Ordem executiva previa novas exigências para o voto pelo correio

Assinada por Trump em março, a ordem determinava que o governo federal elaborasse uma lista de eleitores aptos a votar pelo correio em cada estado.

O texto também previa que as cédulas fossem enviadas apenas aos eleitores cadastrados nessas listas e exigia o uso de envelopes com códigos de barras individuais para rastreamento.

A iniciativa faz parte da campanha do presidente por regras mais rígidas para o voto por correspondência. Desde a derrota nas eleições de 2020, Trump afirma, sem apresentar provas, que houve fraude eleitoral e defende mudanças no sistema de votação.

Especialistas já avaliavam que o decreto enfrentaria contestação na Justiça, já que a organização das eleições é, tradicionalmente, responsabilidade dos estados.

Apesar das críticas ao voto pelo correio, Trump utilizou esse método em uma eleição especial na Flórida na semana anterior à assinatura do decreto.

Questionado, afirmou que recorreu ao sistema porque, como presidente, tinha “muitas coisas diferentes” para fazer.

Lula critica tarifas de Trump ao Brasil: ‘Ninguém nos vencerá com mentiras’

Lula afirmou que tentativas de impor condicionantes ideológicos à parceria entre EUA e Brasil para fins eleitorais não prosperarão. “Ninguém nos vencerá por meio de mentiras”, escreveu.

“Estamos prontos para continuar mantendo um diálogo aberto e construtivo, como exige a relação entre dois países como o Brasil e os Estados Unidos. Mas o destino do Brasil cabe apenas aos brasileiros determinar — sem interferência estrangeira ou subserviência.” Lula em artigo publicado no “The Washington Post”.

O artigo foi publicado um dia após o Itamaraty anunciar que negou visto para entrada de dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA. Segundo reportagem do “Washington Post”, o objetivo da visita seria questionar a segurança do sistema eleitoral brasileiro. Em nota, o governo americano disse que a missão era uma visita rotineira e chamou de “mentira infundada” a acusação sobre tentativa de prejudicar as eleições de uma nação democrática. Com informações dos portais G1 e Uol.

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