Domingo, 19 de maio de 2024

Troca de acusações: Justiça nega exumação do corpo de Gal Costa, mas pede investigação das circunstâncias da morte

A Justiça negou o pedido de exumação dos restos mortais da cantora Gal Costa, mas determinou a investigação das circunstâncias da morte da cantora para apurar se houve crime. O filho de Gal, Gabriel Penna Burgos Costa solicitou a exumação porque haveria “dúvida razoável” sobre a causa da morte. No entanto, a decisão judicial assinada pela juíza Leticia de Assis Bruning, afirma que o “pedido extrapola a esfera administrativa e registral de atuação deste Juízo, pois a questão trazida pelo requerente não é apenas registral, mas também notícia-crime”.

Segundo a juíza, a 2ª Vara de Recursos Públicos, onde atua, “não tem atribuição” para “determinar a exumação para fins de prova em processo criminal”, uma vez que “os fatos narrados sugerem prática de crime de delito em face da Sra. Gal Maria da Graça Penna Burgos Costa”.

A decisão judicial lembra ainda que o prazo mínimo para a realização de exumação é de três anos. O procedimento pode ser feito antes do prazo em “casos de interesse público comprovado, bem como nos pedidos de autoridade judicial ou policial para instruir inquéritos”. No entanto, “não há investigação instaurada, tampouco elementos de informação já colhidos a respaldar urgente exumação dos restos mortais da falecida”

A juíza determinou que processo seja encaminhado à polícia, por meio da Central de Inquéritos Policiais e Processos (CIPP), para “apuração dos fatos narrados por Gabriel Penna Burgos Costa”.

No pedido de exumação, Gabriel afirma que, na madrugada da morte de Gal, foi chamado ao quarto da mãe por Wilma Petrillo, reconhecida pela Justiça como viúva, e encontrou a cantora no chão, já sem vida. Naquele momento, segue o texto, “percebia-se uma espuma” na boca de Gal. A saúde da baiana na véspera de seu falecimento é descrita como “regular, cotidiana e normal”.

“A situação se faz de tal modo misteriosa”, afirma a petição, que Gabriel “se pergunta como veio a falecer sua mãe”, pois a morte ocorreu “subitamente”, “sem testemunhas que descrevessem como e por que se deu a passagem”.

O documento questiona o atestado de óbito de Gal, uma vez que, por decisão de Wilma e “a contragosto de amigos e familiares”, não foi realizada autópsia. No atestado de óbito, consta como causa “infarto agudo do miocárdio, neoplastia maligna de cabeça e pescoço”.

A petição, no entanto, afirma que a causa da morte é “incógnita, pairando dúvida razoável sobre as circunstâncias em que se deu o fim de sua existência”.

Gabriel também deseja transladar os restos mortais da mãe de São Paulo, onde ela foi sepultada por decisão de Wilma, para o Cemitério São João Batista, no Rio, onde Gal comprara um jazigo e está enterrada sua mãe. A petição diz que a decisão de Wilma de sepultar a baiana em São Paulo “causa perplexidade a todos, quiçá suspeitas”.

Em nota enviada ao GLOBO, a defesa de Gabriel saudou a decisão da Justiça “que determina a apuração da causa da morte de Gal Costa, uma das maiores cantoras do Brasil”. “Sua família e seus fãs têm o direito de saber a verdade dos fatos. Cabe lembrar que o Samu já emitiu nota dizendo que não atestou a causa da morte, cabendo à médica que assina o óbito esclarecer as circunstâncias que a levaram a declarar ‘infarto agudo do miocárdio’ e ‘linfoma de pescoço e cabeça’. Cabe, ainda, esclarecer porque o corpo não se submeteu ao exame de autópsia”, segue o texto.

A nota diz ainda que a defesa de Gabriel “recorrerá da parte da decisão judicial que não deferiu o traslado do corpo de Gal Costa ao Rio de Janeiro”. “Caberá à autoridade policial investigar são as razões pela qual Wilma Petrillo segregou o corpo de Gal Costa em cemitério na capital paulista. Wilma não desconhecia a vontade de Gal Costa de ser sepultada junto com a sua mãe, Mariah, em jazigo por ela adquirido no Rio de Janeiro”, afirma o comunicado.

Advogada de Wilma, Vanessa Bispo também enviou nota: “Não tivemos acesso aos autos do processo que pede a exumação. A morte de Gal está devidamente atestada e todo o histórico de saúde dela, que levaram ao óbito, constam dos prontuários médicos do Hospital Albert Einstein, onde ela esteve internada por diversas vezes e fazia o tratamento. Curioso Gabriel jamais ter pedido acesso a tais prontuários e nem mesmo procurado os médicos que trataram da mãe”.

“As acusações de Gabriel para Wilma são muito sérias e ele terá que prová-las. Muito embora ele tenha dito em entrevista ao ‘Fantástico’ que não desconfia de Wilma. Sendo assim e, tendo plena consciência do que, infelizmente, levou Gal a óbito, Wilma jamais vai se opor a qualquer investigação, muito pelo contrário. Diante das graves acusações de Gabriel, Wilma é a maior interessada na investigação, que deixará claro para todos a insanidade e o descabimento das acusações de Gabriel”, afirma o texto.

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Troca de acusações: Justiça nega exumação do corpo de Gal Costa, mas pede investigação das circunstâncias da morte

A Justiça negou o pedido de exumação dos restos mortais da cantora Gal Costa, mas determinou a investigação das circunstâncias da morte da cantora para apurar se houve crime. O filho de Gal, Gabriel Penna Burgos Costa solicitou a exumação porque haveria “dúvida razoável” sobre a causa da morte. No entanto, a decisão judicial assinada pela juíza Leticia de Assis Bruning, afirma que o “pedido extrapola a esfera administrativa e registral de atuação deste Juízo, pois a questão trazida pelo requerente não é apenas registral, mas também notícia-crime”.

Segundo a juíza, a 2ª Vara de Recursos Públicos, onde atua, “não tem atribuição” para “determinar a exumação para fins de prova em processo criminal”, uma vez que “os fatos narrados sugerem prática de crime de delito em face da Sra. Gal Maria da Graça Penna Burgos Costa”.

A decisão judicial lembra ainda que o prazo mínimo para a realização de exumação é de três anos. O procedimento pode ser feito antes do prazo em “casos de interesse público comprovado, bem como nos pedidos de autoridade judicial ou policial para instruir inquéritos”. No entanto, “não há investigação instaurada, tampouco elementos de informação já colhidos a respaldar urgente exumação dos restos mortais da falecida”

A juíza determinou que processo seja encaminhado à polícia, por meio da Central de Inquéritos Policiais e Processos (CIPP), para “apuração dos fatos narrados por Gabriel Penna Burgos Costa”.

No pedido de exumação, Gabriel afirma que, na madrugada da morte de Gal, foi chamado ao quarto da mãe por Wilma Petrillo, reconhecida pela Justiça como viúva, e encontrou a cantora no chão, já sem vida. Naquele momento, segue o texto, “percebia-se uma espuma” na boca de Gal. A saúde da baiana na véspera de seu falecimento é descrita como “regular, cotidiana e normal”.

“A situação se faz de tal modo misteriosa”, afirma a petição, que Gabriel “se pergunta como veio a falecer sua mãe”, pois a morte ocorreu “subitamente”, “sem testemunhas que descrevessem como e por que se deu a passagem”.

O documento questiona o atestado de óbito de Gal, uma vez que, por decisão de Wilma e “a contragosto de amigos e familiares”, não foi realizada autópsia. No atestado de óbito, consta como causa “infarto agudo do miocárdio, neoplastia maligna de cabeça e pescoço”.

A petição, no entanto, afirma que a causa da morte é “incógnita, pairando dúvida razoável sobre as circunstâncias em que se deu o fim de sua existência”.

Gabriel também deseja transladar os restos mortais da mãe de São Paulo, onde ela foi sepultada por decisão de Wilma, para o Cemitério São João Batista, no Rio, onde Gal comprara um jazigo e está enterrada sua mãe. A petição diz que a decisão de Wilma de sepultar a baiana em São Paulo “causa perplexidade a todos, quiçá suspeitas”.

Em nota enviada ao GLOBO, a defesa de Gabriel saudou a decisão da Justiça “que determina a apuração da causa da morte de Gal Costa, uma das maiores cantoras do Brasil”. “Sua família e seus fãs têm o direito de saber a verdade dos fatos. Cabe lembrar que o Samu já emitiu nota dizendo que não atestou a causa da morte, cabendo à médica que assina o óbito esclarecer as circunstâncias que a levaram a declarar ‘infarto agudo do miocárdio’ e ‘linfoma de pescoço e cabeça’. Cabe, ainda, esclarecer porque o corpo não se submeteu ao exame de autópsia”, segue o texto.

A nota diz ainda que a defesa de Gabriel “recorrerá da parte da decisão judicial que não deferiu o traslado do corpo de Gal Costa ao Rio de Janeiro”. “Caberá à autoridade policial investigar são as razões pela qual Wilma Petrillo segregou o corpo de Gal Costa em cemitério na capital paulista. Wilma não desconhecia a vontade de Gal Costa de ser sepultada junto com a sua mãe, Mariah, em jazigo por ela adquirido no Rio de Janeiro”, afirma o comunicado.

Advogada de Wilma, Vanessa Bispo também enviou nota: “Não tivemos acesso aos autos do processo que pede a exumação. A morte de Gal está devidamente atestada e todo o histórico de saúde dela, que levaram ao óbito, constam dos prontuários médicos do Hospital Albert Einstein, onde ela esteve internada por diversas vezes e fazia o tratamento. Curioso Gabriel jamais ter pedido acesso a tais prontuários e nem mesmo procurado os médicos que trataram da mãe”.

“As acusações de Gabriel para Wilma são muito sérias e ele terá que prová-las. Muito embora ele tenha dito em entrevista ao ‘Fantástico’ que não desconfia de Wilma. Sendo assim e, tendo plena consciência do que, infelizmente, levou Gal a óbito, Wilma jamais vai se opor a qualquer investigação, muito pelo contrário. Diante das graves acusações de Gabriel, Wilma é a maior interessada na investigação, que deixará claro para todos a insanidade e o descabimento das acusações de Gabriel”, afirma o texto.

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