Quarta-feira, 29 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 29 de julho de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta quarta-feira (29), atingir o Irã “com força” e dar “uma surra” após um ataque com mísseis contra bases americanas na Jordânia, reacendendo um conflito que se estende pelo Oriente Médio e envolve países aliados de Washington e grupos alinhados a Teerã.
“Vamos dar uma surra neles”, disse Trump, segundo o correspondente-chefe de assuntos internacionais da emissora Fox News, Trey Yingst. “Vamos atacá-los com força”, acrescentou. “Eles vão levar uma surra.” A Fox News afirmou ainda que a ameaça de Trump foi “repleta de palavrões”.
A declaração foi divulgada pouco após a imprensa iraniana informar sobre bombardeios americanos contra uma cidade no noroeste do país e abalou as esperanças de que um cessar-fogo, mantido desde sábado, 25, pudesse permitir a retomada das negociações.
A Arábia Saudita e os EUA anunciaram nesta quarta-feira bombardeios contra grupos armados no Iraque, depois que, durante dois dias, as autoridades sauditas relataram ataques de drones contra suas instalações petrolíferas.
O Irã, por sua vez, lançou mísseis contra bases militares americanas na Jordânia. “Enquanto continuarem as ameaças contra a República Islâmica do Irã (…) a resistência continuará”, afirmou a Guarda Revolucionária em um comunicado.
As novas hostilidades fizeram os preços do petróleo dispararem, com alta superior a 5% ao longo do dia, diante dos temores de que os combates afetem o abastecimento mundial da commodity. Posteriormente, a alta diminuiu para cerca de 4,6%.
Ataques no Iraque
O Exército dos EUA informou que o ataque no Iraque teve como alvo instalações logísticas e depósitos de armamentos de um grupo alinhado ao Irã. Segundo Trump, a ofensiva foi coordenada com o Iraque.
No entanto, a Presidência do Iraque denunciou os bombardeios como “um ataque inaceitável e uma flagrante violação da soberania”. Segundo a aliança de milícias iraquianas Hashed al Shaabi, 20 de seus integrantes morreram na ação. O grupo denunciou uma “escalada perigosa” contra uma “instituição oficial de segurança”. Entre os mortos estão cinco conselheiros iranianos, informaram dois altos comandantes da organização.
Essa aliança, também conhecida como Frente de Mobilização Popular (FMP), foi criada em 2014 para combater os jihadistas antes de ser formalmente integrada às Forças Armadas iraquianas. Ela reúne brigadas de grupos pró-Irã conhecidos por atuarem de forma unilateral.
Bagdá tem Washington e Teerã como seus principais aliados, mas a rivalidade entre ambos transformou o Iraque, há muito tempo, em um campo de batalha de uma guerra por procuração entre EUA e Irã.