Sábado, 17 de janeiro de 2026

Trump ameaça tarifar países que se opõem à anexação da Groenlândia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (16) que avalia a possibilidade de impor novas tarifas comerciais a países que se oponham à sua intenção de anexar a Groenlândia. A declaração reforça a pressão diplomática do governo americano sobre aliados europeus e reacende tensões geopolíticas no Atlântico Norte.

“Posso impor tarifas a países que não concordarem com a anexação da Groenlândia, porque precisamos da Groenlândia para a segurança nacional. Então, posso fazer isso”, disse Trump durante um evento sobre políticas de saúde realizado na Casa Branca.

O presidente mencionou o uso de tarifas como instrumento de pressão ao comentar sua estratégia para forçar outros países a cooperarem com um plano destinado a reduzir os preços de medicamentos nos Estados Unidos. Segundo Trump, a política comercial tem sido uma ferramenta eficaz para alcançar objetivos estratégicos e econômicos do país.

A insistência do presidente americano em controlar a Groenlândia tem provocado indignação entre governos europeus, que veem a proposta como uma ameaça à soberania territorial e aos laços transatlânticos construídos ao longo de décadas. A ilha, localizada no Ártico, é uma região semiautônoma que integra o Reino da Dinamarca.

Diante das declarações de Trump, alguns países europeus passaram a reforçar sua presença militar na Groenlândia, enviando tropas e ampliando exercícios na região. O movimento é interpretado como uma tentativa de demonstrar apoio à Dinamarca e conter qualquer avanço unilateral dos Estados Unidos.

Autoridades da Groenlândia e do governo dinamarquês estiveram esta semana em Washington para reuniões com representantes da Casa Branca. Os encontros, no entanto, não resultaram em avanços concretos nem em esclarecimentos sobre os planos americanos para a ilha.

A Groenlândia é considerada estratégica por sua localização geográfica, proximidade com rotas militares e comerciais do Ártico, além de abrigar recursos naturais valiosos, como minerais raros. Esses fatores explicam o interesse recorrente de Trump pela região desde seu primeiro mandato.

Apesar disso, líderes europeus e autoridades locais reiteram que qualquer mudança no status político da Groenlândia deve respeitar o direito internacional e a vontade de sua população, descartando negociações que envolvam coerção econômica ou ameaças comerciais.

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