Sábado, 07 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 7 de março de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças ao Irã neste sábado (7), em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.
Em publicação na rede social Truth Social, o republicano afirmou que o país poderá sofrer novos ataques e indicou que outros alvos estariam sendo avaliados.
“Hoje, o Irã será duramente atingido. Áreas e grupos de pessoas que não eram considerados alvos até este momento estão sob séria consideração para destruição completa e morte certa, devido ao mau comportamento do Irã”, escreveu.
Na mesma mensagem, Trump afirmou que o país deixou de exercer influência regional e o classificou como “o perdedor do Oriente Médio”.
“O Irã não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, mas sim o ‘perdedor do Oriente Médio’, e continuará sendo por muitas décadas até se render ou, mais provavelmente, entrar em colapso total”, acrescentou o presidente.
O líder americano também declarou que o governo iraniano teria pedido desculpas a países vizinhos do Oriente Médio e prometido interromper novos ataques. Segundo ele, essa posição teria sido resultado da pressão militar exercida pelos Estados Unidos e por Israel.
Trump ainda afirmou que, na avaliação dele, o Irã buscava ampliar sua influência sobre a região. Na publicação, disse que países do Oriente Médio teriam manifestado agradecimento às ações adotadas por Washington.
Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reagiu às declarações do governo americano. Ele afirmou que a exigência de rendição incondicional por parte dos Estados Unidos é “um sonho que eles deveriam levar para o túmulo”.
Pezeshkian também declarou que lamenta ataques atribuídos ao Irã contra países da região e afirmou que o governo pretende interromper esse tipo de ação. Segundo ele, alguns episódios teriam ocorrido em razão de falhas de comunicação dentro das forças iranianas.
As declarações ocorrem em meio a um cenário de forte tensão no Oriente Médio. Nas últimas horas, ataques atribuídos ao Irã atingiram países árabes do Golfo, enquanto forças de Israel e dos Estados Unidos também mantiveram bombardeios contra alvos ligados à República Islâmica.