Sexta-feira, 24 de julho de 2026

Trump confirma visita de Xi Jinping aos Estados Unidos em setembro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nessa quinta-feira (23) que o presidente da China, Xi Jinping, deve visitar Washington em setembro para uma reunião voltada ao desenvolvimento da inteligência artificial (IA). Segundo ele, este será o terceiro encontro entre os dois líderes em menos de um ano.

“O presidente Xi virá no dia 24 de setembro. Conversamos sobre isso (inteligência artificial) quando estivemos em Pequim, e vamos conversar sobre o assunto novamente”, disse o presidente norte-americano.

A próxima reunião bilateral deve dar continuidade ao encontro de maio, em que a China e os Estados Unidos sinalizaram interesse em ampliar a cooperação em áreas que vão do comércio ao turismo. Os dois países traçaram uma agenda para direcionar a relação bilateral pelos próximos três anos.

Na ocasião, Xi afirmou que vai abrir ainda mais as portas para empresas americanas, no contexto de uma abertura econômica do país. Trump, por sua vez, anunciou que a China concordou em comprar aviões americanos e disse que os dois países terão um “futuro fantástico”, com relações cada vez melhores.

Trump também reiterou que os Estados Unidos estão indo “muito bem” na guerra do Irã, ao citar mais uma vez a destruição da capacidade militar do país para produzir mísseis e drones. “O Irã ainda tem alguma capacidade militar, mas está muito aquém do que quatro meses atrás”, afirmou.

Segundo o presidente americano, somente os Estados Unidos são capazes hoje no mundo de impedir que o Irã tenha uma bomba nuclear.

Suposta fraude

O anúncio ocorre dias depois de Trump alegar que a China interferiu nas eleições americanas de 2020, em que ele perdeu para o candidato democrata Joe Biden.

As falas do republicano atribuindo sua derrota a uma suposta fraude nas urnas em 2020 já vem de longa data. Foi sob esse argumento que seus apoiadores invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021, quando o Congresso referendaria os resultados eleitorais.

Trump disse ainda que solicitaria uma investigação sobre a China a seu diretor do FBI, Kash Patel, e acusou funcionários da própria inteligência americana de acobertar as supostas evidências de fraude.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que as alegações não têm fundamento e reiterou que o país segue uma política de não intervenção nos assuntos internos de outras nações.

O governo de Pequim também declarou que “não tem interesse em interferir nas eleições dos Estados Unidos” e destacou que adota o princípio da não ingerência nos assuntos internos de outros países.

Encontro na Ásia

Na quarta-feira (22), o secretário de Estado, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, discutiram a necessidade de identificar áreas de cooperação para estabelecer as bases para uma “visita muito positiva”.

Durante encontro na Ásia, ambos os chanceleres manifestaram preocupação com a guerra no Iră e as tensões no Mar do Sul da China. Wang pediu que os EUA “respeitem os interesses fundamentais da China” e “gerenciem de forma eficaz as diferenças e divergências, atendendo às preocupações legítimas” do país, conforme um resumo oficial chinês que classificou a reunião como “pragmática, positiva e construtiva”. (Com informações do g1 e CNN Brasil)

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