Quinta-feira, 08 de janeiro de 2026

Trump discute opções para adquirir a Groenlândia e não descarta o uso das Forças Armadas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e assessores estão discutindo opções para adquirir a Groenlândia, afirmou a Casa Branca nessa terça-feira (6). Em comunicado, o governo americano disse que o uso das Forças Armadas continua sendo uma alternativa.

Em nota enviada em resposta a questionamentos da agência Reuters, o governo dos EUA afirmou que Trump considera a aquisição da Groenlândia uma prioridade de segurança nacional. A Casa Branca diz que avalia diferentes caminhos para alcançar esse objetivo.

Segundo o governo, a medida é vista como estratégica para conter adversários na região do Ártico. O comunicado afirma ainda que o presidente e a equipe analisam uma série de opções de política externa e que o uso do Exército dos EUA está entre as possibilidades.

Trump demonstra interesse pela Groenlândia desde o primeiro mandato como presidente. Ao retornar à Casa Branca, no ano passado, voltou a dizer que deseja anexar o território aos Estados Unidos.

Atualmente, a Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca. Apesar disso, o território tem autonomia e já foi autorizado a realizar um plebiscito sobre a própria independência.

O tema voltou a ganhar destaque no último sábado (3), após Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, publicar em uma conta no X (antigo Twitter) um mapa que mostra a Groenlândia com a bandeira dos Estados Unidos. Na legenda, ela escreveu “em breve”.

A publicação foi feita após os Estados Unidos lançarem uma operação contra a Venezuela para capturar o ditador Nicolás Maduro. Ele foi preso e levado para Nova York. Cerca de 80 pessoas, entre civis e militares, morreram no ataque, segundo o jornal The New York Times.

No domingo (4), Dinamarca e Groenlândia pediram “respeito” à integridade territorial da ilha. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que um ataque dos EUA à região poderia representar o fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Nessa terça-feira, líderes europeus divulgaram um comunicado conjunto afirmando que “a Groenlândia pertence ao seu povo” e que apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre o futuro do território. Canadá e Holanda também apoiaram a declaração.

Interesse

Os Estados Unidos têm interesse na Groenlândia por vários motivos estratégicos, econômicos e geopolíticos — muitos dos quais os tornam importantes para sua segurança nacional e influência global. Alguns deles são:

* Localização estratégica no Ártico

* Importância militar e de defesa

* Recursos naturais (minerais e energia)

Com o derretimento do gelo causado pelas mudanças climáticas, áreas antes inacessíveis estão se tornando mais exploráveis.

A Groenlândia tem grandes reservas de minerais raros (terras raras) usados em eletrônicos, baterias e tecnologia militar — importantes para a economia e segurança tecnológica, e potencial para petróleo e gás, ainda que desafiador de extrair.

Esses recursos podem ser estratégicos para indústrias da alta tecnologia e para reduzir dependência de produtores estrangeiros.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Quais países podem estar na mira dos Estados Unidos após o ataque na Venezuela
Presidente da Colômbia diz que Trump tem cérebro senil, após o americano ameaçar operação militar contra o seu país
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play