Domingo, 26 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 26 de abril de 2026
Um dia após o ataque a tiros em um jantar com jornalistas correspondentes da Casa Branca no Hotel Washington Hilton, em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (26) que o suspeito foi contido antes de se aproximar do local principal do evento e não chegou perto do salão onde estavam autoridades e convidados.
Em entrevista, Trump disse que o homem foi “parado imediatamente” pelas forças de segurança e classificou o episódio como um teste para um tipo de operação de proteção considerado difícil.
Segundo ele, eventos como o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca reúnem grande circulação de pessoas e múltiplos acessos, o que amplia o desafio logístico para as equipes responsáveis pela segurança.
Trump também comentou o perfil do suspeito, dizendo que se tratava de alguém com histórico de “muito ódio” e que familiares já tinham conhecimento de problemas anteriores.
Trump citou ainda um manifesto enviado pelo suspeito a familiares pouco antes do ataque a tiros. “Quando você lê o manifesto dele, percebe que ele odeia os cristãos”, disse o republicano. O manifesto foi enviado aos familiares de Allen pouco antes do ataque. O suspeito se autodenominava “Assassino Federal Amigável”.
“Oferecer a outra face quando alguém é oprimido não é comportamento cristão, é cumplicidade nos crimes do opressor”, dizia o manifesto. O texto também zombava da falta de segurança “insana” no Washington Hilton. “Tipo, a primeira coisa que notei ao entrar no hotel foi a sensação de arrogância”, escreveu o autor do texto, segundo relatos. “Entrei com várias armas e ninguém ali sequer considerou a possibilidade de eu representar uma ameaça”, prosseguiu.
Cole Thomas Allen, de 31 anos, estava hospedado no Washington Hilton. Com formação em tecnologia, ele é professor particular e desenvolvedor de jogos na Califórnia.
Guerra contra o Irã
Ao longo da entrevista, Trump alternou o tema doméstico com a política externa e afirmou que a guerra contra o Irã pode estar próxima do fim.
Segundo ele, há interlocutores “razoáveis” do lado iraniano, e a negociação pode avançar por contato direto, inclusive, por telefone. “Se eles quiserem falar, podem vir até nós ou podem nos ligar. Existe telefone. Temos linhas seguras”, disse.
As declarações ocorrem em um momento de impasse diplomático. Negociações indiretas seguem em curso com mediação do Paquistão, enquanto um cessar-fogo permanece em vigor, mas sem acordo definitivo.
Trump também indicou que uma das condições para encerrar o conflito envolve o programa nuclear iraniano, tema central das tensões entre os dois países.