Domingo, 11 de janeiro de 2026

Trump diz que o povo do Irã busca a liberdade e os Estados Unidos estão “prontos para ajudar”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (10) que o Irã está “buscando a liberdade” e os norte-americanos estão “prontos para ajudar”, em meio à onda de protestos que atingem o país nos últimos dias.

“O Irã está olhando para a LIBERDADE, talvez como nunca antes. Os Estados Unidos estão prontos para ajudar!!!”, escreveu Trump na rede Truth Social, sem dar mais detalhes.

O comentário foi publicado um dia depois de Trump afirmar que os EUA poderiam intervir na crise caso o regime iraniano matasse manifestantes que protestassem de forma pacífica. Os protestos no Irã já deixaram pelo menos 72 mortos e 2.300 presos, segundo a agência Associated Press, citando a associação norte-americana Human Rights Activists News Agency.

Desde o início dos protestos generalizados contra o regime do aiatolá Ali Khamenei no Irã, nos últimos dias de 2025, o movimento tem se expandindo tanto em escala quanto em violência.

Khamenei disse na sexta-feira (9) que seu governo “não vai recuar” diante dos protestos generalizados, que escalaram em proporção e violência nos últimos dias. Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, o líder supremo iraniano chamou os manifestantes de “vândalos” e “sabotadores”.

Já Ali Larijani, um dos conselheiros do aiatolá e chefe da principal agência de segurança do país, disse que o Irã está “em plena guerra”, e disse que alguns “incidentes” foram “orquestrados no exterior”.

O regime iraniano também acusou os Estados Unidos de incitarem os protestos. Os EUA, por sua vez, chamaram as acusações de “delirantes” e refletem “uma tentativa de desviar a atenção dos enormes desafios que o regime iraniano enfrenta em casa”, segundo um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano.

A repressão do governo iraniano aumentou neste sábado, segundo a agência AFP. O país está sem acesso à internet há 48 horas, após um apagão nacional imposto pelas autoridades, segundo a ONG de cibersegurança Netblocks.

Neste sábado, a televisão estatal exibiu imagens dos funerais de integrantes das forças de segurança mortos durante os protestos. Na cidade de Shiraz, no sul do país, o comparecimento nos ritos fúnebres foi expressivo.

O governo iraniano não enfrentava um movimento de protesto dessa magnitude desde as marchas organizadas em 2022 após a morte de Mahsa Amini, que havia sido presa por supostamente violar o código de vestimenta feminino.

Essas manifestações ocorrem em um momento no qual o Irã está enfraquecido após a guerra com Israel e os golpes sofridos por vários de seus aliados regionais. Além disso, em setembro, a ONU restabeleceu as sanções relacionadas ao programa nuclear do país. (Com informações do portal de notícias g1)

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