Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 5 de janeiro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nessa segunda-feira (5) que os norte-americanos não estão em guerra com a Venezuela. À emissora americana NBC News, ele também descartou a realização de eleições no país dentro de 30 dias.
Trump afirmou que os Estados Unidos estão em conflito com traficantes, e não necessariamente com a Venezuela. Ele voltou a dizer que outros países estariam enviando criminosos e dependentes químicos para território norte-americano.
Ao ser questionado sobre uma possível transição de poder na Venezuela, o presidente disse que o país precisará ser “consertado” antes da realização de novas eleições. Segundo ele, não há condições de organizar um pleito neste momento. “Vai levar um tempo. Precisamos cuidar para que o país se recupere”, afirmou.
Enquanto isso, Trump disse que um grupo de autoridades irá supervisionar o governo da Venezuela. Segundo ele, entre os integrantes da equipe estarão: o secretário de Estado, Marco Rubio; o secretário de Defesa, Pete Hegseth; o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller; e o vice-presidente, JD Vance.
No entanto, segundo o presidente, ele terá a palavra final sobre todas as decisões.
Cooperação
Ainda na entrevista, Trump disse que a presidente interina Delcy Rodríguez está colaborando com as autoridades americanas. O contato está sendo feito por meio de Marco Rubio. “A relação entre eles tem sido muito forte”, afirmou.
O presidente voltou a afirmar que poderia realizar uma nova ação militar contra a Venezuela caso Delcy deixe de cooperar com os Estados Unidos.
Questionado se houve algum acordo com autoridades venezuelanas para retirar Maduro do poder, Trump disse que “muita gente queria fazer um acordo”, mas afirmou que os Estados Unidos decidiram agir “desta forma”, sem o apoio do círculo mais próximo do então presidente.
Com a deposição de Maduro, Delcy assumiu a liderança na Venezuela. Até então, ela era vice-presidente. A decisão foi tomada pelo Tribunal Supremo de Justiça do país logo após Maduro ser retirado do poder pelos Estados Unidos.
Segundo o texto da decisão, Rodríguez assume a função para “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.
Além da decisão judicial, as Forças Armadas da Venezuela reconheceram Rodríguez como presidente interina no domingo (4). Em pronunciamento em rede nacional, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, apoiou a determinação de mantê-la no cargo por 90 dias.