Quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 3 de fevereiro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que sua administração buscará US$ 1 bilhão em indenização da Universidade de Harvard, depois que o jornal The New York Times informou que a instituição havia obtido concessões nas negociações que mantém com o governo.
“Agora estamos buscando US$ 1 bilhão em indenização e, no futuro, não queremos ter mais nada a ver com a Universidade de Harvard”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
Autoridades do governo Trump acusaram Harvard e outras universidades de promover a chamada ideologia “woke” (progressista) e de não proteger adequadamente estudantes judeus durante os protestos pró-palestinos, apresentando ações judiciais e exigindo pagamentos considerados exorbitantes.
Críticos classificaram a iniciativa como uma campanha de pressão do governo contra universidades liberais.
O Times informou anteriormente, na segunda-feira (2), que Trump havia retirado a exigência de um pagamento de US$ 200 milhões por parte de Harvard, após negociações prolongadas.
Trump disse a jornalistas em setembro passado que as negociações estavam perto de chegar a um acordo de US$ 500 milhões com Harvard, que incluiria, como parte do acordo, a abertura de escolas profissionalizantes.
“Eles queriam criar um conceito complicado de formação profissional, mas isso foi rejeitado porque era totalmente insuficiente e, na nossa opinião, não teria sucesso”, disse Trump em sua publicação na noite de segunda-feira.
Retrospecto
No ano passado, a Universidade de Harvard conquistou uma vitória judicial crucial em sua disputa com o governo Trump. Em setembro, uma juíza do Tribunal Distrital dos EUA em Boston afirmou que o governo violou a lei ao congelar US$ 2,6 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões na cotação atual) em fundos de pesquisa sob o argumento de combater o antissemitismo na instituição.
Harvard processou o governo em abril. A administração Trump insistiu que a universidade mais antiga do país se tornou um celeiro de preconceitos. Então, em 11 de abril, enviou uma carta à instituição tentando condicionar o acesso da universidade a verbas federais de pesquisa à uma série de exigência.
Essas condições incluíam auditorias, implementação de políticas de admissão e contratação “baseadas em mérito”, proibição de programas de diversidade, equidade e inclusão, além da revisão de “programas e departamentos que mais alimentam assédio antissemita ou expressões de captura ideológica”. (Com informações de O Globo)