Segunda-feira, 02 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 1 de março de 2026
Em vídeo publicado nas redes sociais neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu “vingar” os três militares americanos mortos no conflito com o Irã, além de ameaçar de morte a Guarda Revolucionária Islâmica caso seus membros não “deponham as armas”. No dia seguinte aos ataques conduzidos pelos EUA e Israel contra o Irã, o conflito no Oriente Médio se aprofunda em meio a retaliações de Teerã e novos ataques americanos e israelenses. Além dos três mortos, outros cinco americanos ficaram gravemente feridos após ataques iranianos no Kuwait, um dos países da região que abriga bases americanas.
— Infelizmente, haverá mais mortes antes que esta guerra termine — disse Trump em um vídeo sobre os soldados americanos. — Mas os EUA vingarão suas mortes e desferirão o golpe mais devastador contra os terroristas que estão travando uma guerra, essencialmente, contra a civilização. Exorto novamente a Guarda Revolucionária, as forças armadas iranianas e a polícia a deporem as armas e a receberem imunidade total, ou enfrentarão a morte certa.
Na sequência, o presidente americano reforçou sua mensagem de apoio e incentivo à resistência de cidadãos iranianos contra o regime.
— Apelo a todos os patriotas iranianos que anseiam por liberdade que aproveitem este momento, que sejam corajosos, ousados, heroicos e retomem seu país. A América está com vocês — reforçou o republicano.
Neste domingo, um dia após morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e de outras autoridades do Irã, nove pessoas morreram após um míssil iraniano atingir diretamente um prédio residencial no centro de Israel, segundo os serviços de emergência israelenses. Mais de 120 pessoas ficaram feridas, e 11 seguem desaparecidas.
No Irã, mais de 201 pessoas morreram no total e 747 ficaram feridos desde o início da ofensiva americana e israelense, de acordo com o Crescente Vermelho Iraniano. Segundo Trump, 48 líderes iranianos morreram até agora na ofensiva que começou no sábado, sob alegação de que há necessidade de conter o programa de mísseis e as ambições nucleares de Teerã.
A retaliação iraniana se espalhou por diferentes pontos do Oriente Médio e atingiu ao menos 16 locais, entre cidades, bases militares e infraestruturas estratégicas. Segundo autoridades da região e dos Estados Unidos, mísseis e drones foram lançados contra Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Omã, Arábia Saudita, Iraque e instalações militares ligadas ao Reino Unido no Chipre, além de alvos próximos ao Estreito de Ormuz. Com informações do portal O Globo.