Terça-feira, 03 de fevereiro de 2026

Trump sugere que Departamento de Justiça dos Estados Unidos deixe caso Epstein de lado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2) que o Departamento de Justiça do país deveria concentrar seus esforços em outros temas após a divulgação de arquivos relacionados a Jeffrey Epstein.

“Se você observar o Departamento de Justiça, eles anunciaram a divulgação de três milhões de páginas. Parece que é só isso que eles deveriam estar fazendo. E, francamente, acho que o Departamento de Justiça deveria simplesmente dizer que tem outras coisas para fazer”, disse Trump a repórteres.

Na semana passada, o Departamento de Justiça tornou públicos mais de 3 milhões de páginas de documentos ligados às investigações sobre Epstein. O vice-procurador-geral, Todd Blanche, afirmou que o órgão já concluiu a análise do material e que a Casa Branca não exerceu “nenhuma supervisão” sobre o processo.

Entenda

Durante as investigações e o processo por tráfico sexual envolvendo Jeffrey Epstein e sua cúmplice e ex-namorada, Ghislaine Maxwell, procuradores federais reuniram milhões de documentos.

Os chamados “Arquivos de Epstein” somam mais de 300 gigabytes de dados, incluindo documentos, vídeos, fotografias e áudios armazenados no principal sistema eletrônico de gerenciamento de casos do FBI, a agência federal de investigações dos Estados Unidos, conhecido como Sentinel.

O material reúne relatórios de investigação e documentos da apuração original conduzida pelo FBI em Miami. A maior parte dos registros, no entanto, é proveniente de uma segunda investigação aberta pelo escritório do FBI em Nova York. Entre os documentos estão memorandos internos sobre possíveis alvos, locais a serem revistados, pedidos de intimação e centenas de páginas dos chamados “formulários 302”, utilizados por agentes do FBI para registrar entrevistas com testemunhas, vítimas e suspeitos.

Natural de Nova York, Jeffrey Epstein iniciou a carreira profissional com uma breve passagem como professor em uma escola particular de prestígio. Posteriormente, ingressou no setor financeiro e trabalhou no banco de investimentos Bear Stearns antes de fundar sua própria empresa, em 1982.

Segundo documentos judiciais, Epstein atendia exclusivamente clientes com patrimônio superior a US$ 1 bilhão. Na década de 1990, já havia acumulado imóveis em diversos países, incluindo uma ilha particular no Caribe, além de manter relações com algumas das pessoas mais ricas e influentes do mundo.

Entre os nomes citados ao longo dos anos estão o então príncipe Andrew, o ex-presidente Bill Clinton e Donald Trump, todos os quais negam qualquer irregularidade relacionada ao financista.

As primeiras denúncias públicas surgiram em 2005, quando meninas menores de idade acusaram Epstein de oferecer dinheiro em troca de massagens ou atos sexuais em sua mansão em Palm Beach, na Flórida. Depoimentos apresentados posteriormente a um grande júri incluíram acusações de abuso sexual contra adolescentes de até 14 anos.

Epstein evitou acusações federais naquele momento ao firmar um acordo judicial, cumprindo 13 meses de prisão por crimes estaduais relacionados à prostituição e passando a constar no registro de agressores sexuais.

Em 2018, novas denúncias vieram à tona, com dezenas de mulheres afirmando terem sido vítimas de abuso. O Departamento de Justiça reabriu o caso, e Epstein foi acusado em Nova York por tráfico sexual de menores. Ele se declarou inocente.

Em agosto de 2019, Epstein foi encontrado sem vida em sua cela no Centro Correcional Metropolitano de Nova York. As autoridades concluíram que a morte ocorreu por suicídio.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Brasileiro é espancado por grupo de ao menos cinco pessoas em estação de esqui na França
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play