Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Turismo estético: o que leva estrangeiros a escolher São Paulo para procedimentos de beleza

Celebridades internacionais raramente associam publicamente seus nomes a cirurgias ou procedimentos estéticos. Ainda assim, a presença recorrente de artistas e modelos estrangeiros no Brasil, especialmente em São Paulo, tornou-se um fenômeno observado por profissionais da área. Casos envolvendo nomes como a cantora Madonna e a modelo Naomi Campbell ajudam a ilustrar um movimento mais amplo: pacientes estrangeiros de alto poder aquisitivo vêm escolhendo o país não apenas pelo custo dos procedimentos, mas pela previsibilidade, pela estrutura médica e pela experiência oferecida ao longo de toda a jornada cirúrgica.

O Brasil ocupa posição de destaque no mercado global de cirurgia plástica e consolidou um recorte econômico específico dentro desse setor. Estimativas de mercado indicam que entre 12% e 15% das cirurgias estéticas realizadas no país envolvem pacientes estrangeiros, acompanhando a expansão do turismo médico global, atualmente avaliado em mais de US$ 40 bilhões por ano.

São Paulo concentra a maior parte desse fluxo. A cidade reúne infraestrutura hospitalar de alto nível, ampla conectividade aérea internacional e uma cadeia de serviços capaz de sustentar o atendimento ao paciente estrangeiro desde o pré-operatório até o retorno ao país de origem. Nesse contexto, organização logística, clareza de processos e acompanhamento contínuo passaram a pesar tanto quanto a técnica cirúrgica na decisão de quem vem de fora.

Segundo o cirurgião plástico Leandro Faustino, o perfil desse público mudou de forma significativa nos últimos anos. “Hoje, o paciente internacional não compara apenas valores. Ele avalia segurança, logística, previsibilidade e acompanhamento em todas as etapas do processo”, afirma.

De acordo com médico, trata-se de um paciente que costuma planejar a cirurgia com antecedência e permanecer mais tempo no país. “O procedimento isolado deixou de ser o centro da decisão. O paciente quer entender quem estará envolvido, como será o pós-operatório e quais canais de suporte estarão disponíveis”, diz.

Entre os procedimentos mais procurados por estrangeiros estão a lipoaspiração de alta definição, cirurgias corporais combinadas e protocolos de contorno corporal. Para Leandro, esse perfil de paciente toma decisões que vão além do aspecto técnico. “Existe uma percepção consolidada de que o Brasil entrega resultados mais naturais, alinhados a um padrão estético próprio”, explica.

Outro diferencial apontado pelo especialista é o acompanhamento no pós-operatório. “Tecnologia e precisão são fundamentais, mas a atenção ao impacto emocional influencia diretamente a recuperação e a satisfação do paciente”, destaca.

O avanço do turismo estético impulsionou serviços de concierge médico, responsáveis por organizar traslado, hospedagem, suporte logístico e acompanhamento contínuo. Esse modelo amplia o impacto econômico do setor, alcançando áreas como hotelaria, transporte e serviços personalizados.

Para Leandro, o crescimento exige cautela. “O desafio é sustentar esse movimento com ética, segurança e padronização”, conclui Faustino. No turismo estético, o procedimento deixou de ser o produto final. A experiência passou a ocupar esse lugar. Com informações do portal O Globo.

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