Domingo, 29 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 28 de março de 2026
Ao anunciar o início dos ataques ao Irã, na madrugada de 28 de fevereeiro, o presidente norte-americano Donald Trump alegou “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime de Teerã”. O país persa (geograficamente próximo de Israel) foi então atingido – em questão de horas – por centenas de toneladas de bombas.
A cúpula do regime dos aiatolás foi morta, incluindo seu líder supremo Ali Khamenei. Em Washington, muitos esperavam uma repetição da ofensiva na Venezuela, em janeiro, quando tropas capturaram o presidente Nicolás Maduro.
“Esse regime logo aprenderá que ninguém deve desafiar a força e o poder das Forças Armadas dos Estados Unidos”, gabou-se Trump no pronunciamento, publicado em suas redes sociais. Um mês depois, porém, o cenário não poderia ser mais distinto do que previa o líder americano.
Apesar de abalada, a República Islâmica continua em pé – e ainda lançando ataques violentos contra Israel, bases norte-americanas e as monarquias do Golfo. O fechamento do Estreito de Hormuz estrangulou uma das principais passagens de petróleo e gás do planeta, impondo impactos globais e demonstrando como o regime estudou formas de usar seu território como arma contra invasores.
Sem objetivos claros, Trump alterna discursos sobre negociações com a ameaça de uma ofensiva terrestre. O apoio interno à guerra é baixo, e nem seus aliados republicanos parecem dispostos a defender a “Operação Fúria Épica” a qualquer custo. Com os preços dos combustíveis em alta, muitos temem derrotas nas eleições de novembro, que renovarão a Câmara e parte do Senado.
Em baixa
Outro aspecto relevante nesse contexto é a perda de popularidade de Trump em seu próprio país. Sua aprovação caiu para cerca de 37% em março, um dos níveis mais baixos de seu mandato e pode ter sido impulsionada pelos rumos da política externa norte-americana, além de preocupações com o custo de vida, inflação e tarifas, além dos abusos na questão imigratória.
Os dados mostram que a retração vem sobretudo dos eleitores independentes, mulheres e cidadãos de origem latina. E já há sinais de erosão também entre o núcleo de apoio do presidente (incluindo brancos conservadores), segmento que se mostrava inabalável em grande parte.
Agora, os índices de aprovação estão em níveis similares aos registrados no final de seu primeiro mandato ou mesmo próximos de índices mais baixos enfrentados por seu sucessor Joe Biden, por exemplo. (com informações de O Globo)