Sexta-feira, 09 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 8 de janeiro de 2026
Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que recebem acima do salário mínimo —fixado neste ano em R$ 1.621— conhecerão o índice de correção dos benefícios de 2026 nesta sexta-feira (9), com a divulgação da variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulada entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025.
Assim como vem ocorrendo nos últimos anos, esses beneficiários não terão ganho real no reajuste. A correção será feita apenas pela inflação, sem aumento acima da alta dos preços.
O percentual aplicado aos benefícios acima do piso será menor do que o reajuste concedido a quem recebe o salário mínimo, que teve aumento de 6,79%. Atualmente, o piso previdenciário acompanha o reajuste do mínimo, que prevê ganho real ao considerar a inflação medida pelo INPC no período de 12 meses até novembro do ano anterior e a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes, limitada a 2,5%, conforme a regra fiscal em vigor.
O advogado especialista em direito previdenciário Elimar Mello, sócio do escritório Badaró Almeida & Advogados Associados, afirma que, na prática, muitos aposentados têm uma cesta de consumo pressionada por itens que costumam subir acima da inflação média, como medicamentos, planos de saúde e serviços de cuidadores. Quando esses gastos avançam além do INPC, o reajuste anual do benefício não é suficiente para manter o padrão de vida.
Como orientação, o especialista recomenda planejamento financeiro mais conservador para aposentados, com previsão de gastos de saúde acima da inflação e manutenção de uma reserva de emergência maior e mais líquida, devido à imprevisibilidade e ao custo elevado de eventos de saúde na aposentadoria.
Hoje, aproximadamente 21,9 milhões de benefícios recebem o valor de até um salário mínimo, número que corresponde a 62,5% do total de 35,15 milhões de benefícios da Previdência Social.
O teto do INSS, valor máximo que o instituto paga em benefícios, também é reajustado pela variação do INPC.
Os segurados que se aposentaram ou começaram a receber pensão ou auxílio ao longo de 2025 terão uma correção proporcional no primeiro reajuste. O índice corresponderá à variação do INPC entre o mês da concessão do benefício até o fim do ano, ou seja, equivalente ao número de meses em que o benefício foi concedido. As informações são da Folha de S. Paulo.