Segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Venda de carros usados bate recorde: em 2025 foram mais de 18,5 milhões de veículos revendidos no País

Os automóveis usados e seminovos caíram de vez no gosto — cabendo no bolso — dos brasileiros. Após um ano histórico em 2024, quando foram comercializadas 15,7 milhões de unidades, o setor voltou a bater recorde em 2025, com mais de 18,5 milhões de veículos (incluindo motos) vendidos no país. Do total, 11,5 milhões correspondem a carros de passeio, segundo dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto).

Esse movimento, de acordo com especialistas, é impulsionado principalmente por fatores econômicos.

— O preço dos veículos novos segue elevado e distante da realidade de grande parte da população brasileira, o que faz com que o consumidor busque alternativas mais acessíveis. Além disso, o crédito para automóveis usados tem se mostrado mais viável porque os preços mais baixos implicam tíquetes médios de valores financiados também menores — explica Everton Fernandes, presidente da Fenauto.

O motorista de aplicativo Taciano Rocha, de 46 anos, tenta trocar de carro a cada dois anos para evitar muitos gastos com manutenção. No ano passado, chegou a cogitar a compra de um veículo novo, mas acabou optando por um seminovo — adquiriu um Fiat Cronos 1.8, ano 2021.

— Vi que, no ano passado, o mercado (de seminovos) tinha muitos carros com pouca quilometragem e valores acessíveis. Cheguei a cogitar comprar um novo, mas o valor de entrada era muito alto, enquanto a compra de um automóvel usado tinha condições facilitadas — relata.

Flávio Passos, vice-presidente de Autos do Grupo OLX, afirma que houve uma ampliação do perfil do consumidor, com cada vez mais pessoas que teriam condições de comprar um veículo novo optando por carros seminovos mais completos ou de categorias superiores.

— Esse consumidor está mais digital, pesquisa mais, compara preços e toma decisões de forma mais racional. A escolha deixou de ser apenas por preço e passou a considerar o custo total, a tecnologia embarcada e o histórico do veículo — conclui.

Procura deve seguir em alta

Após um ano recorde para o setor, a procura por veículos novos e seminovos deve permanecer elevada em 2026, uma vez que esses automóveis representam a principal porta de entrada e de troca para o consumidor brasileiro, avalia o presidente da Fenauto.

Mesmo em um contexto de vendas aquecidas, ele projeta que os preços desses veículos seguirão uma tendência de estabilidade, com possíveis ajustes pontuais.

— A tendência é de estabilidade, com possíveis ajustes pontuais, influenciados por fatores como taxa de juros, custo do crédito, custo do IPVA, valor do seguro e dinâmica regional de oferta e demanda. Não há indicativos de aumentos generalizados, mas, sim, de um mercado que segue se ajustando às condições econômicas — afirma Fernandes.

Ele destaca ainda que, atualmente, a idade média dos veículos no Brasil gira entre 10 e 11 anos, e que uma parcela significativa da frota nacional tem mais de 13 anos de uso. Segundo ele, esse cenário contribui naturalmente para a ampliação do volume de veículos disponíveis para revenda e ajuda a manter o mercado aquecido. Com informações do portal Extra.

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