Sábado, 15 de agosto de 2026

Vendas no varejo sobem 0,5% em junho e ficam acima do esperado

As vendas no varejo brasileiro avançaram 0,5% em junho, na comparação com o mês anterior, e registraram alta de 2,9% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram um resultado acima das expectativas do mercado.

Em pesquisa da Reuters, a estimativa era de crescimento de 0,30% na comparação mensal e de avanço de 2,35% em relação a junho do ano passado. O resultado efetivamente registrado pelo comércio varejista ficou, portanto, acima das projeções nos dois indicadores.

No comércio varejista ampliado, que considera, além das atividades do varejo tradicional, os segmentos de veículos, motos, partes e peças; material de construção; e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas apresentou queda de 1,0% em junho frente ao mês anterior. Em maio de 2026, o indicador havia registrado variação negativa de 0,3%.

Com o resultado de junho, a média móvel trimestral do varejo ampliado recuou 0,7% no trimestre encerrado no mês, após queda de 0,4% no trimestre terminado em maio. Na comparação com junho de 2025, porém, o volume de vendas do comércio varejista ampliado cresceu 4,9%, depois de registrar recuo de 0,6% em maio.

No acumulado do ano, o varejo ampliado apresenta crescimento de 1,9%. Considerando os últimos 12 meses, a alta é de 0,8%.

Entre maio e junho de 2026, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista apresentou equilíbrio entre resultados positivos e negativos nos diferentes segmentos analisados pelo IBGE. Entre as atividades que tiveram crescimento, o destaque foi para Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 2,4%.

Também registraram avanço hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tiveram crescimento de 1,1%; móveis e eletrodomésticos, com alta de 0,4%; e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que apresentaram aumento de 0,2% no período.

Por outro lado, alguns setores registraram retração no volume de vendas em junho. Livros, jornais, revistas e papelaria apresentaram a maior queda entre os segmentos do varejo, de 9,9%. Na sequência, apareceram tecidos, vestuário e calçados, com recuo de 2,6%; combustíveis e lubrificantes, com queda de 1,7%; e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que tiveram redução de 1,3%.

No comércio varejista ampliado, o desempenho negativo também foi influenciado pela retração nas vendas de veículos e motos, partes e peças, que caíram 1,5%, e de Material de construção, com recuo de 3,5% na comparação com maio. (Com informações da Reuters e do IBGE)

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