Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Vivemos a “sociedade do cansaço” e é hora de pensar no bem-estar das pessoas, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira, 23, que o mundo vive numa “sociedade do cansaço” e que, com a tecnologia, é possível aumentar a produtividade das empresas e pensar no bem-estar das pessoas. Ele discursou no encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, em Seul.

“O filósofo coreano Byung Chul Han diz que vivemos em uma ‘sociedade do cansaço’, em que a pressão pelo desempenho afeta o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Estamos discutindo, no Brasil, o fim da chamada jornada 6×1, para assegurar que o trabalhador tenha dois dias de descanso semanal”, disse. “A tecnologia nos permitiu atingir níveis inimagináveis de produtividade. É hora de pensar no bem-estar das pessoas”, completou.

O petista afirmou que o Brasil tem muito que aprender com a Coreia, como apostar no Estado como indutor de setores estratégicos, e citou diversos campos onde ambos os países podem estabelecer parcerias, como o dos cosméticos e o da cultura.

“Nos anos 90, enquanto o Brasil se rendeu ao receituário neoliberal, a Coreia continuou apostando no papel indutor do Estado em setores estratégicos. Nenhum país que chegou atrasado à corrida industrial conseguiu subir a escada do desenvolvimento sem políticas públicas robustas”, declarou.

Citando empresas coreanas que investem no Brasil, Lula disse que o País tem segurança jurídica, previsibilidade, matriz energética limpa e muitas oportunidades. “Do funk brasileiro ao K-Pop, de ‘Parasita’ a ‘Agente Secreto’, das telenovelas aos K-Dramas, nossa música e nossa produção audiovisual estão conquistando os quatro cantos do mundo. Parcerias nessa área são garantia de sucesso”, disse.

Livre comércio

Lula afirmou que não existe justificativa para o protecionismo econômico e enfatizou que, quanto mais livre o comércio, melhor para o mundo. “Há uma tentativa de acabar com o multilateralismo, de voltar o que nós não queremos que volte, o protecionismo para dificultar a economia dos países a crescer. Não existe justificativa. Quanto mais livre o comércio, melhor será para a Coreia e melhor será para o Brasil. E melhor será para o mundo”, afirmou.

O petista disse que é preciso abrir as portas para os empresários brasileiros e coreanos e que o comércio entre os países está muito abaixo do seu potencial. “O comércio do Brasil com a Coreia do Sul é muito pequeno. O ano passado foi de apenas US$ 11 bilhões. O que é muito pequeno diante do potencial da economia da Coreia do Sul e da economia do Brasil”, disse.

E continuou: “Isso significa que, apesar de algumas empresas coreanas estarem no Brasil já há algum tempo, falta o Brasil se autopromover, se ‘autodivulgar’ para que a gente possa fazer com que o nosso comércio ultrapasse, muito, os US$ 11 bilhões que nós chegamos agora em 2025”.

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