Domingo, 12 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 12 de abril de 2026
O Banco Master contratou em 2025 os escritórios dos ex-presidentes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Marcus Vinicius Furtado Coêlho e Felipe Santa Cruz.
De acordo com dados da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado, a instituição financeira de Daniel Vorcaro pagou ano passado R$ 27,5 milhões a Coêlho.
Em relação às demais bancadas contratadas, o pagamento só é menor que o feito a Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
A Felipe Santa Cruz, constam nos documentos dois pagamentos de R$ 776 mil cada, totalizando R$ 1,55 milhão. Ao todo, Vorcaro pagou aproximadamente R$ 304,5 milhões a escritórios de advocacia em 2025.
Coêlho é um dos advogados mais influentes da OAB e chefiou a entidade entre 2013 e 2016. Ele chegou a ser cotado para a vaga de Joaquim Barbosa no Supremo, mas a então presidente Dilma Rousseff (PT) acabou escolhendo Edson Fachin.
Santa Cruz, por sua vez, comandou a ordem entre 2019 e 2022 e, na época, protagonizou diversos embates com o então presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele também foi secretário na gestão de Eduardo Paes (PSD) na Prefeitura do Rio de Janeiro.
A CNN Brasil entrou em contato com Marcus Vinicius Furtado Coêlho e Felipe Santa Cruz, mas ainda não obteve retorno.
Master, de Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao Metrópoles, de Luiz Estevão
O Banco Master, de Daniel Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao portal Metrópoles, do ex-senador Luiz Estevão, de 2024 a 2025, durante as negociações com o BRB.
Os repasses constam em relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
Procurado, Estevão afirmou que os valores dizem respeito a patrocínios de futebol e “divulgação de conteúdo publicitário e marketing das marcas” do Master e do Will Bank, instituição liquidada que pertencia ao mesmo conglomerado.
“Em meio às negociações com o BRB, que perduraram até setembro de 2025, o grupo Master/Will Bank buscou fortalecer a marca no ambiente local”, disse o ex-senador em março.
O relatório do Coaf ponta indícios de possíveis irregularidades em parte desses pagamentos, já que os valores eram repassados rapidamente para outras contas ligadas a Estevão ou seus familiares, praticamente em uma “transferência instantânea”. Com informações da CNN e Folha de S. Paulo.