Sábado, 31 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 31 de janeiro de 2026
Vencedor do Globo de Ouro e indicado ao Oscar de melhor ator por “O agente secreto”, Wagner Moura segue em uma fase de grande destaque no cinema internacional. O ator está confirmado para protagonizar o remake de “Gosto de cereja”, clássico iraniano vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 1997. A nova versão será dirigida pelo cineasta argentino Lisandro Alonso (“Jauja”) e terá diálogos em português. A informação foi divulgada por Moura em entrevista ao podcast Awards Circuit da Variety.
O filme original de Abbas Kiarostami acompanha um homem em uma jornada introspectiva sobre a vida e a morte, e a nova versão promete manter essa intensidade existencial com Moura como protagonista. Detalhes sobre datas de filmagem e lançamento ainda não foram divulgados.
Paralelamente, Moura caminha também como cineasta em um novo projeto nos Estados Unidos: ele está se preparando para dirigir e estrelar “Last night at the Lobster”, adaptação do livro homônimo de Stewart O’Nan. A comédia dramática, em fase de pré-produção, traz no elenco nomes como Sofia Carson, Elisabeth Moss e Brian Tyree Henry e acompanha a última noite de trabalho de um gerente de restaurante diante do fechamento da unidade, numa narrativa que mistura emoção e humor.
Esse será um dos próximos passos de Moura como diretor — após “Marighella” (2019) — e marca sua primeira direção em inglês com um elenco de destaque internacional.
Lançado em 1997, “Gosto de cereja” é um dos filmes mais célebres do cineasta iraniano Abbas Kiarostami e venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes. A trama acompanha um homem que percorre os arredores de Teerã em busca de alguém disposto a ajudá-lo a cumprir um plano extremo, em uma jornada marcada por silêncio, paisagens áridas e diálogos filosóficos.
Com uma narrativa minimalista e aberta a interpretações, o filme se tornou referência do cinema de autor, discutindo temas como solidão, morte, sentido da existência e livre-arbítrio. Sua abordagem inovadora — que mistura ficção e reflexão metalinguística — fez da obra um marco do cinema mundial e uma das mais estudadas da filmografia de Kiarostami. (Com informações de O Globo)