Sábado, 13 de abril de 2024

Zeca Dirceu vai liderar a bancada do PT na Câmara dos Deputados até 2025

A bancada do PT na Câmara escolheu nessa quinta-feira (5) o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro José Dirceu, como líder do partido na Casa em 2023. A decisão foi tomada durante uma reunião dos deputados eleitos da sigla para a próxima legislatura, que terá início em fevereiro.

O político está no seu 4º mandato como deputado federal. Ele também foi também prefeito de Cruzeiro do Oeste, cidade do noroeste do Paraná, entre 2005 e 2010.

Durante o governo Bolsonaro, a participação de Dirceu durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados com a presença do ex-ministro da Economia Paulo Guedes viralizou nas redes sociais.

À época, Guedes apresentava a proposta de reforma da Previdência aos deputados, e Dirceu disse que o ministro agia como “tigrão” em relação a aposentados, idosos e pessoas com deficiência, mas como “tchutchuca” em relação à “turma mais privilegiada do nosso País”.

Antes e depois

Antes de Dirceu, ocuparam a liderança do PT na Câmara os deputados Ênio Verri (PR), Bohn Gass (RS) e Reginaldo Lopes (MG). Agora, ficou definido que as próximas lideranças serão ocupadas por:

  • Odair Cunha (PT-MG), em 2024;
  • Lindbergh Farias (PT-RJ), em 2025;
  • Pedro Uczai (PT-SC), em 2026.

Revezamento

Com a escolha de Zeca Dirceu como líder do PT, os deputados decidiram revezar a liderança e os cargos na Mesa entre integrantes das duas vertentes do partido: a corrente majoritária “Construindo um Novo Brasil” (CNB) e a “Muda PT”. Entenda a seguir:

No primeiro biênio da legislatura, as lideranças ficarão com a CNB, enquanto o cargo na Mesa Diretora ficará com um deputado da outra vertente.
No segundo biênio, a situação se inverte.

Cargo na Mesa

No mesmo encontro, os parlamentares decidiram que a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) será o nome indicado pelo partido para assumir um cargo na Mesa Diretora. A definição de qual cargo, porém, ainda depende da formação de blocos na Casa.

Entenda a seguir:

  • O tamanho dos blocos e dos partidos são levados em conta para a distribuição das vagas na Mesa Diretora, que é responsável pela condução dos trabalhos legislativos e a administração da Casa, e das presidências das comissões permanentes;
  • As articulações sobre a formação de blocos devem começar a partir da próxima semana, quando o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), retorna a Brasília;
  • Uma ala do PT defende que o bloco seja construído com partidos que fazem parte do governo Lula. Por outro lado, outra frente defende a formação de um grupo incluindo outros partidos, como o PP de Lira e o Republicanos.

Negociações

O atual líder do PT, Reginaldo Lopes (MG), disse ainda que a formação dos blocos passará pela decisão sobre as presidências das duas principais comissões da Casa, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e a Comissão Mista de Orçamento (CMO).

“Você tem quatro espaços na CCJ e quatro espaços na CMO nos próximos quatro anos [referindo-se às presidências dos colegiados]. E eu acredito que é possível construir um rodízio entre PT, União Brasil, PSD e MDB”, disse. “Mas evidente que tem parte do PP e do Republicanos que nós vamos dialogar.”
Partido de Bolsonaro: É possível ainda a construção de um bloco único, incluindo o PL.

Para a construção do acordo, contudo, o PT precisará lidar com o PL, que conquistou a maior bancada na Câmara.

Os maiores partidos ou blocos têm direito às primeiras escolhas das comissões – por isso, o partido de Lula precisaria formar um bloco maior do que o PL ou, então, construir um acordo com a sigla de Bolsonaro.

Reginaldo Lopes, contudo, nega que irá “isolar completamente” o PL: “Acho que está fora de cogitação. Nós queremos conversar, respeitar todos os espaços e representações. Vamos dialogar. É lógico que as comissões estratégicas devem estar a serviço da governabilidade do governo Lula”.

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