Domingo, 19 de abril de 2026

Zelensky afirma que o alívio de sanções ao petróleo russo é “dinheiro para a guerra”

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste domingo (19) que “cada dólar” pago pelo petróleo da Rússia é “dinheiro para a guerra”. Os Estados Unidos prorrogaram a suspensão de sanções sobre a matéria-prima na sexta-feira (17).

“Com o alívio das sanções, o petróleo russo transportado em petroleiros pode voltar a ser vendido sem consequências. Isso representa US$ 10 bilhões, um recurso que se transforma diretamente em novos ataques contra a Ucrânia”, afirmou o líder ucraniano na rede social X.

“Apenas nesta semana, a Rússia lançou mais de 2.360 ataques de drones, mais de 1.320 bombas aéreas guiadas e quase 60 mísseis” contra a Ucrânia, acrescentou Zelensky.

Segundo a administração militar da cidade de Chernihiv, norte da Ucrânia, um bombardeio nesta noite matou um adolescente de 16 anos e deixou quatro feridos. O ataque atingiu várias casas, além de prédios administrativos e centros de ensino. A decisão de prorrogar o alívio às sanções ao petróleo russo foi publicada pelo Departamento do Tesouro dos EUA e vale para cargas embarcadas até 16 de maio.

A renovação faz parte da estratégia dos EUA para conter a alta dos preços globais de energia, pressionados pela guerra no Oriente Médio. Desde fevereiro, EUA, Israel e Irã travam uma guerra na região. Como resposta, o governo de Teerã fechou o Estreito de Ormuz, uma importante rota para o comércio mundial de petróleo. Com isso, os preços da commodity dispararam em todo o mundo. O texto exclui transações que envolvam Irã, Cuba e Coreia do Norte.

A Rússia é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e responde por cerca de 10% da oferta global. O país produz aproximadamente 9 a 10 milhões de barris por dia, e as exportações do produto representam uma das principais fontes de receita do governo russo.

Moscou se tornou alvo de uma ampla rodada de sanções ocidentais desde fevereiro de 2022, quando invadiu a Ucrânia. Estados Unidos, União Europeia e aliados impuseram restrições ao comércio de petróleo russo, incluindo proibições de importação, limites de preço e obstáculos ao financiamento e seguro de embarques.

Morte de brasileiro

O aluno de direito da Universidade de São Paulo (USP) Igor Amazonas, de 23 anos, morreu em combate na Guerra da Ucrânia, para onde foi em meados do ano passado. A informação foi confirmada pela família do estudante ao Nexo Governamental XI de Agosto, grupo de estudos do Largo São Francisco do qual ela fazia parte.

Liliane Castro, presidente do Nexo, disse que o jovem foi à Ucrânia entre maio e junho de 2025. “Ele tinha essa sensação de [querer] fazer coisas para mudar o mundo. Por conta disso, ele acompanhou muito a Guerra da Ucrânia e, quando essa oportunidade surgiu, ele quis ir para lá”, contou.

Ainda segundo Liliane, a família foi informada por pessoas que também estavam na guerra que Igor morreu em março. Procurada pelos parentes do estudante, a Embaixada do Brasil na Ucrânia disse que o caso era tratado como desaparecimento desde 4 de abril. A embaixada não confirmou a morte.

Liliane afirmou que Igor passou por um processo de treinamento na Ucrânia até novembro. Nesse período, ele mantinha contato frequente com a família e os amigos. Os relatos são de que ele estava gostando da experiência e que tinha conhecido outros brasileiros. No entanto, ao fim do treinamento, ele reduziu os contatos alegando que os telefones eram rastreados e isso poderia afetar sua segurança.

Em março, colegas que tentaram entrar em contato com Igor não tiveram sucesso, segundo Liliane. Ao falarem com a família, receberam a informação de que brasileiros presentes na guerra confirmaram a morte do estudante. Segundo o relato dessas testemunhas, durante um confronto o jovem se feriu e foi deixado para trás durante a retirada das tropas. Por ser uma zona de difícil acesso, a Embaixada Brasileira ainda trata o caso como desaparecimento. (Com informações dos portais g1 e Metrópoles)

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