Sábado, 07 de fevereiro de 2026

Zelensky afirma que Trump deu prazo até junho para que a Rússia e a Ucrânia encerrem o conflito

Os Estados Unidos deram à Ucrânia e à Rússia um prazo até junho para chegarem a um acordo que ponha fim à guerra que já dura quase quatro anos, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Caso o prazo de junho não seja cumprido, o governo Trump provavelmente pressionará ambos os lados para que o façam o quanto antes, acrescentou.

As negociações frequentemente têm esbarrado na exigência russa de que a Ucrânia ceda territórios a Moscou para encerrar os combates — especialmente o leste do país, conhecido como Donbass, e a península da Crimeia — condição que Kiev se recusa a sequer discutir.

“Os americanos estão propondo que as partes encerrem a guerra até o início do verão e provavelmente pressionarão as partes exatamente de acordo com esse cronograma”, disse Zelensky a jornalistas na sexta-feira (6), mas publicados apenas na manhã de sábado (7).

“E eles dizem que querem fazer tudo até junho. E farão de tudo para acabar com a guerra. E querem um cronograma claro de todos os eventos”, afirmou.

Ele disse que os EUA propuseram realizar a próxima rodada de negociações trilaterais na próxima semana em seu país pela primeira vez, provavelmente em Miami, disse Zelensky. “Confirmamos nossa participação”, acrescentou.

Zelensky afirmou que a Rússia apresentou aos EUA uma proposta econômica de US$ 12 trilhões — que ele apelidou de “Pacote Dmitriev”, em referência ao enviado russo Kirill Dmitriev. Acordos econômicos bilaterais com os EUA fazem parte de um processo de negociação mais amplo.

Os ataques russos à infraestrutura energética ucraniana continuaram com o lançamento de mais de 400 drones e cerca de 40 mísseis durante a noite de sábado, disse Zelensky via redes sociais. Os alvos incluíam a rede elétrica, instalações de geração e redes de distribuição.

A Ukrenergo, operadora estatal de transmissão de energia, afirmou que o ataque foi o segundo ataque em massa à infraestrutura energética desde o início do ano, forçando usinas nucleares a reduzirem a produção. Oito instalações em oito regiões foram atacadas, segundo um comunicado.

“Como resultado dos ataques com mísseis a subestações de alta tensão essenciais que garantiam a produção de unidades de energia nuclear, todas as usinas nucleares nos territórios sob controle foram forçadas a reduzir sua carga”, diz o comunicado.

O comunicado afirma que o déficit de energia no país aumentou “significativamente” como resultado dos ataques, forçando a prorrogação dos cortes de energia de hora em hora em todas as regiões da Ucrânia. O prazo dado pelos EUA é ventilado após negociações trilaterais mediadas pelos EUA em Abu Dhabi, que não produziram avanços, já que as partes em conflito se apegam a exigências mutuamente excludentes. A Rússia pressiona a Ucrânia a se retirar do Donbass, onde os combates permanecem intensos — uma condição que Kiev afirma que jamais aceitará.

“Questões difíceis continuam difíceis. A Ucrânia reafirmou suas posições sobre a questão do Donbas. ‘Mantemos nossa posição’ é o modelo mais justo e confiável para um cessar-fogo hoje, em nossa opinião”, disse Zelensky. Ele reiterou que os tópicos mais complexos seriam reservados para uma reunião trilateral entre os líderes.

Zelensky afirmou que não se chegou a um consenso sobre a gestão da usina nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia, e expressou ceticismo em relação à proposta dos EUA de transformar a região do Donbas, cobiçada pela Rússia, em uma zona econômica especial como forma de compromisso. (Com informações do portal g1)

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