Sábado, 29 de novembro de 2025
Por Redação do Jornal O Sul | 29 de novembro de 2025
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), foi tema de uma discussão acalorada na CPMI do INSS. A discussão envolveu, principalmente, os deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Marcel van Hattem (Novo-RS).
Correia pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal da Zema Financeira, empresa do Grupo Zema, do qual o governador é herdeiro e ex-administrador. O requerimento é justificado pela concessão de empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS via processo online, que, segundo o deputado, “gera grandes riscos de fraude”.
“O Bolsonaro, na véspera da eleição, abriu a hipótese de crédito consignado para BPC e Auxílio Brasil. Foram só 12 instituições que tiveram autorização, uma delas foi essa [Zema Financeira]. Temos que ver como funcionou, vai ser um exemplo dessas que fizeram o consignado, que passou a ser um tema da CPMI”, explicou o parlamentar.
Ele revelou com exclusividade que vai pautar a convocação de Zema à comissão: “Vou apresentar a convocatória, mas o principal é a quebra de sigilo”.
Briga generalizada
A discussão sobre possíveis convocados à CPMI esquentou o debate no Congresso Nacional. Quanto ao nome de Zema, van Hattem, companheiro de partido do governador, disse que não vê problema em convocá-lo.
Rogério Correira respondeu: “Corretamente, vamos colocar o Zema. Roubou demais lá”. A fala enfureceu o parlamentar do Novo.
“Não dá para o deputado chegar aqui e acusar o melhor governador do Brasil. Um vagabundo falar do melhor governador do Brasil”, disse van Hattem. “Lave a boca para falar do Zema”, completou.
“Vagabundo é você, rapaz. Quem que é vagabundo?”, retrucou o petista. A discussão seguiu, mas os microfones foram cortados.
Presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG) tentou apaziguar o debate, mas o clima de tensão demorou alguns minutos para deixar o Senado. “Se fossemos levar esses ânimos desde o início, essa CPMI não teria chegado ao lugar que chegou. Vamos caminhar no que é possível hoje”, disse o senador.
Em vista a Cuiabá, o governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) declarou que não tem planos de recuar de seu projeto eleitoral para 2026 e incentivou que os “governadores de direita” possuem total capacidade de viabilizarem os respectivos projetos.
Segundo ele, não há temor de fragmentação de votos da direita com vários candidatos à disposição, por isso, reiterou que o grupo está unido e vai apoiar àquele que passar para o segundo turno, encarando o nome da esquerda. Com informações do portais Metrópoles e Estado de Minas