Ansiedade pode aumentar o consumo de álcool e drogas durante isolamento

Nós já falamos no Jornal da Pampa sobre as dificuldades de se manter em casa, inclusive, no âmbito psicológico. E para passar o tempo e esfriar a cabeça, muitas pessoas tem recorrido a substâncias como drogas e álcool.

Você já deve ter ouvido que a ingestão de álcool é eficiente contra o novo coronavírus. Pois essa informação é falsa. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um artigo afirmando que o álcool não protege contra a Covid-19, e que o consumo deve ser restrito durante o confinamento. A OMS afirmou ainda que o medo e a desinformação geraram um mito perigoso de que bebidas com alto teor alcoólico podem matar o vírus. E não matam. Um pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, explica os possíveis motivos.

“A gente tem um medo aumentado e um aumento de ansiedade, de estresse, na população em geral. Isso nos leva a estimar que dentro de uma situação assim, sem precedentes em que todos esses sentimentos e incertezas potencializadas, é muito provável que essas pessoas já faziam o uso de droga venham intensificar o uso. Sobretudo, pelo tédio. Quando tu entrevista um paciente usuário de drogas, em geral, ele vai te falar de alguns motivos que levam ele usar, como tédio, tristeza, raiva, enfim”, explicou o pesquisador Felipe Ornell.

O uso excessivo desta substância pode ser nocivo para a saúde e interferir em diversas outras esferas. O aumento nos casos de violência doméstica, por exemplo, está ligado ao consumo de bebidas alcoólicas. Outro ponto preocupante é que a ingestão de bebidas de forma tão frequente, pode levar ao alcoolismo, doença que atinge três milhões de pessoas por ano no mundo. Além disso, o excesso de álcool reduz a imunidade e pode elevar os riscos de doenças, inclusive, o coronavírus. Então, a orientação é usar e abusar apenas do álcool gel, para higienização das mãos e superfícies e botar o pé no freio quando o assunto é beber além da conta.

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